Mundo

Armaram para meus filhos, diz pai de suspeitos por atentado

O suposto pai dos irmãos Tsarnaev denunciou que o serviço secreto americano fez uma armadilha para seus filhos por se tratarem de "crentes muçulmanos"


	Dzhokhar Tsarnaev, suspeito de praticar atentado na maratona de Boston: segundo o canal local "Fox 25", o foragido teria 19 anos
 (AFP)

Dzhokhar Tsarnaev, suspeito de praticar atentado na maratona de Boston: segundo o canal local "Fox 25", o foragido teria 19 anos (AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 19 de abril de 2013 às 12h14.

Moscou - O suposto pai dos irmãos Tsarnaev, suspeitos de terem praticado o atentado terrorista durante a maratona de Boston, denunciou nesta sexta-feira que o serviço secreto americano fez uma armadilha para seus filhos por se tratarem de "crentes muçulmanos".

"Me inteirei do ocorrido pela televisão. Minha opinião é que os serviços secretos perseguiram meus filhos porque são crentes muçulmanos", Anzor Tsarnaev em conversa telefônica com a agência russa "Interfax".

"Por que mataram Tamerlan (o mais velho dos irmãos Tsarnaev)? Tinham que ter o prendido vivo", criticou.

"O menor escapou. Estudava no segundo ano na faculdade de Medicina nos EUA. Esperávamos ele para as férias. Agora, não sei o que se passará. Insisto: o serviço secretos armaram uma armadilha para meus filhos", denunciou.

O tio dos irmãos, Ruslan Tsarni, assegurou hoje ao canal de televisão americano "CBS" que Tamerlan defendia ideias extremistas.

Segundo a imprensa americana, os irmãos Tsarnaev são suspeitos de terem colocado na segunda-feira passada as bombas que mataram três pessoas e deixaram cerca de 180 feridos na Maratona de Boston.

Aparentemente, um dos dois suspeitos morreu em um enfrentamento com a polícia, enquanto o outro fugiu e está sendo perseguido.

Segundo o canal local "Fox 25", o foragido é Dzhojar, de 19 anos, que residia há pelo menos um ano em Cambridge, zona universitária nos arredores de Boston.

O suspeito morto seria seu irmão mais velho, Tamerlan, que segundo a imprensa russa tinha material extremista em sua conta do YouTube. 

Acompanhe tudo sobre:TerrorismoPaíses ricosEstados Unidos (EUA)Boston (Massachusetts)

Mais de Mundo

'Linha vermelha': Guarda Revolucionária do Irã ameaça repressão total a protesto

Nasa antecipa volta de astronautas da Estação Espacial por problema de saúde

Venezuela anuncia retorno de petroleiro em operação com os EUA

Rubio diz que EUA apoiam protestos no Irã e reforça pressão sobre regime