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Argentina exige prova de que não há armas nucleares perto

A exigência foi feita cinco dias antes do aniversário de 30 anos da guerra das Ilhas Malvinas

O ministro argentino das Relações Exteriores se referiu aos "recentes episódios de militarização" no Atlântico Sul (©AFP/Arquivo / Yasuyoshi Chiba)

O ministro argentino das Relações Exteriores se referiu aos "recentes episódios de militarização" no Atlântico Sul (©AFP/Arquivo / Yasuyoshi Chiba)

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Da Redação

Publicado em 27 de março de 2012 às 13h18.

Buenos Aires - O governo argentino exigiu nesta terça-feira que o Reino Unido confirme a ausência de armas nucleares no Atlântico Sul, cinco dias antes do aniversário de 30 anos da guerra das Ilhas Malvinas, no âmbito da Cúpula de Segurança Nuclear em Seul.

"A Argentina exige que a potência extrarregional (Reino Unido) que recentemente enviou um submarino capacitado para transportar um arsenal nuclear para patrulhar o Atlântico Sul confirme a ausência de armas nucleares na região", afirmou o chanceler Héctor Timerman na cúpula, em discurso divulgado pela chancelaria em Buenos Aires.

O ministro argentino das Relações Exteriores se referiu aos "recentes episódios de militarização" no Atlântico Sul a partir do envio de um submarino nuclear britânico à região das Ilhas Malvinas e destacou o compromisso da Argentina no cumprimento do Tratado de Não Proliferação Nuclear.

"Hoje quero chamar a atenção desta cúpula para recentes episódios de militarização nesta zona desnuclearizada, segundo os quais uma potência extrarregional envia um submarino nuclear a uma zona cuja soberania é alvo de disputa reconhecida pelas Nações Unidas e se nega, ao mesmo tempo, a confirmar que com esta ação não estaria introduzindo armas nucleares na região desnuclearizada", insistiu o chanceler.

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