Ciência

Após teste de DNA, condenado à morte nos EUA é libertado

Thibodeaux, de 38 anos, tinha defendido sua inocência após afirmar que sua confissão foi forçada por um interrogatório de mais de nove horas e seu estado de esgotamento


	Prisão: a vítima, Crystal, de 14 anos, foi encontrada estrangulada debaixo de uma ponte nos arredores de Nova Orleans
 (Ali al-Saadi/AFP)

Prisão: a vítima, Crystal, de 14 anos, foi encontrada estrangulada debaixo de uma ponte nos arredores de Nova Orleans (Ali al-Saadi/AFP)

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Da Redação

Publicado em 28 de setembro de 2012 às 23h15.

Washington .- Um preso condenado à morte em Louisiana, Damon Thibodeaux, foi declarado inocente nesta sexta-feira, após 15 anos de prisão, depois que exames de DNA demonstraram que não tinha participado do estupro e assassinato de uma adolescente em 1996.

Thibodeaux, de 38 anos, tinha defendido sua inocência após afirmar que sua confissão foi forçada por um interrogatório de mais de nove horas e seu estado de esgotamento.

'Nesse momento, estava cansado, faminto. Tudo o que queria era dormir, e estava querendo contar-lhes qualquer coisa que quisessem para que me tirassem da sala de interrogação', explicou Thibodeaux em comunicado divulgado por seus advogados.

Posteriormente, após descansar, se retratou e defendeu sua inocência. No entanto, foi condenado em 1997 por um júri da Louisiana à pena capital.

Após ser libertado hoje, Thibodeaux afirmou querer 'voltar a ser um homem livre de novo, tenho uma grande compaixão pela família de Crystal Champagne (a adolescente assassinada). Espero sinceramente que a pessoa que a assassinou seja encontrada e levada a julgamento'.

O grupo ativista Innocence Project, que coordenou a defesa de Thibodeaux, declarou que ele é o 18º réu que se encontra no corredor da morte nos EUA que é libertado em consequência dos testes de DNA.

Crystal, de 14 anos, foi encontrada estrangulada debaixo de uma ponte nos arredores de Nova Orleans, e Thibodeaux foi um dos primeiros interrogados.

A única prova contra ele foi sua própria confissão, e o relato de duas testemunhas que afirmaram em um primeiro momento havê-lo visto andar perto do local onde foi encontrado o cadáver.  

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