Mundo

Após condenação, Trump é ovacionado ao comparecer ao UFC nos EUA

Aparição do ex-presidente ocorre apenas dois dias depois de um júri de Manhattan ter condenado por 34 acusações criminais

O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, assiste ao UFC 302 no Prudential Center em 01 de junho de 2024, em Newark, New Jersey. Luke Hales/Getty Images/AFP  (AFP/AFP)

O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, assiste ao UFC 302 no Prudential Center em 01 de junho de 2024, em Newark, New Jersey. Luke Hales/Getty Images/AFP (AFP/AFP)

Publicado em 2 de junho de 2024 às 10h01.

Última atualização em 2 de junho de 2024 às 10h01.

Poucos dias após ser condenado, o ex-presidente Donald Trump, de 77 anos, esteve no UFC 302 e foi aplaudido de pé pelos visitantes, na noite de sábado, 1. Trump entrou na arena acompanhado pelo presidente do UFC, Dana White, apertou a mão de alguns fãs e acenou para a multidão no Prudential Center em Newark, Nova Jersey.

ANÁLISE: Eleições nos EUA entram em território desconhecido após condenação de Trump

“A salva de palmas que ele está recebendo agora é impressionante”, disse Rogan na transmissão.

A aparição de Trump ocorre apenas dois dias depois de um júri de Manhattan ter condenado
por 34 acusações criminais de falsificação de registos comerciais num esquema para influenciar as eleições presidenciais de 2016.

LEIA MAIS:

O veredicto, cuja sentença está prevista para julho, finaliza de forma histórica um
julgamento que testou a resiliência do sistema de justiça americano e que transformou o ex-mandatário em um criminoso condenado.

Trump é um grande fã de artes marciais mistas e frequentemente participa de eventos do UFC, onde é amplamente amado pelo público, que parece não se incomodar com as polêmicas envolvendo o ex-presidente.

yt thumbnail

Julgamento

Após cinco semanas de testemunhos, os 12 jurados nova-iorquinos do Tribunal Criminal de Manhattan, em Nova York, deliberaram durante dois dias para decidir um caso decorrente da primeira candidatura de Trump à Casa Branca, quando, dizem os procuradores, ele perpetrou uma fraude contra o povo americano ao privá-los de informação vital antes das eleições de 2016.

O caso — cheio de intrigas de tabloides, recompensas secretas e um pacto no Salão Oval — ecoou o escândalo político de Watergate, de 1972, que levou à renúncia de Richard Nixon dois anos depois.

Alinhado com a argumentação da Promotoria, o júri concordou que Trump cometeu fraudes contábeis para esconder o real propósito de um dinheiro dado a seu ex-advogado Michael D. Cohen.

Apesar de disfarçados de gastos legais comuns, os pagamentos na verdade eram o reembolso por US$ 130 mil dados por Cohen como suborno à atriz pornô Stormy Daniels para que não revelasse ter mantido uma relação sexual com Trump.

A condenação criminal prevê uma pena de ao menos quatro anos de prisão, já que a sentença por cada uma das 34 acusações pode ser cumprida simultaneamente, mas Trump poderá nunca ver o interior de uma cela de prisão. O juiz que preside o caso, Juan Merchan, poderia, em vez disso, multá-lo e impor uma pena de liberdade condicional, citando a sua idade e estatuto de réu primário.

Como é certo que Trump apelará do veredicto, deve levar anos até que o caso seja resolvido.

Os processos de Donald Trump

No programa O Caminho para a Casa Branca da EXAME, o primeiro podcast brasileiro dedicado inteiramente às eleições nos EUA, Cássio Casagrande, professor de direito constitucional na UFF e especialista em direito norte-americano, e Mauricio Moura, professor da Universidade George Washington, explicam as mais de 90 acusações e os processos contra Trump que avançam em meio à campanha.

Entenda o que são estes processos, como a Justiça americana funciona e quais serão os impactos na disputa:

yt thumbnailCom O Globo

Acompanhe tudo sobre:Donald TrumpJoe BidenEleições EUA 2024

Mais de Mundo

Com redução de neve no Himalaia, 25% da população global pode enfrentar escassez de água em 2024

Eleição nos EUA: Anúncio da campanha de Biden chama a atenção para status de criminoso de Trump

Empresas chinesas focam em aumentar vendas com patrocínio na Olimpíada de Paris

Vendas no varejo de bens de consumo social aumentam 3,7% na China

Mais na Exame