Aliado de Trump assume chefia dos serviços de inteligência dos EUA

Nomeação feita por Trump foi criticada pela oposição democrata por sua falta de experiência e proximidade com o presidente

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (21) a nomeação do representante republicano John Ratcliffe, próximo ao presidente Donald Trump, para chefiar os serviços de inteligência do país. 

Ratcliffe foi aprovado para o cargo por uma margem estreita de 49 votos contra 44 votos, dez meses depois que o presidente retirou sua indicação para a liderança da Direção Nacional de Inteligência (DNI), que supervisiona e coordena as atividades da CIA, a NSA e 15 outras agências.

Trump anunciou no início de agosto passado sua intenção de nomear Ratcliffe para o cargo, mas este ex-prefeito de um rico condado de Dallas e procurador federal por um ano em 2007 recebeu críticas da oposição democrata por sua falta de experiência e proximidade com o presidente. Entre os republicanos, ele não despertou muito entusiasmo.

Trump finalmente retirou sua indicação, atacando a “maneira muito injusta” em que ele havia sido tratado pela imprensa.

O presidente ordenou que Joseph Maguire, então chefe do contraterrorismo, assumisse a liderança do DNI em caráter provisório após a saída em 15 de agosto de Dan Coats, com quem ele discordava, principalmente sobre a Rússia e a Coreia do Norte.

Maguire estava a caminho de ser confirmado no cargo, mas em uma audiência no Congresso se referiu à interferência da Rússia na campanha de reeleição de Trump, provocando a ira do presidente.

Em fevereiro, Trump anunciou a substituição de Maguire por Richard Grenell, que estava servindo como embaixador em Berlim.

Mas Grenell fez lobby pela saída de vários funcionários da inteligência cuja lealdade a Trump foi questionada e anunciou reorganizações sem informar ao Congresso com antecedência, como devido.

Quando o presidente reintroduziu o nome de Ratcliffe, vários republicanos o consideraram melhor que Grenell.

Durante sua audiência no Congresso no início de maio, Ratcliffe prometeu “contar a verdade” a Trump e apresentar relatórios de inteligência confiáveis.

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