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Air China testa biombustíveis em avião de passageiros

Combustível usado no teste foi feito com um tipo de pinhão; voo foi considerado um sucesso

Aviões da Air China: empresa considera que combustível poderá ser usado comercialmente em breve (AFP/Goh Chai Hin)

Aviões da Air China: empresa considera que combustível poderá ser usado comercialmente em breve (AFP/Goh Chai Hin)

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Filipe Domingues

22 de julho de 2013, 17h43

Pequim - A companhia aérea chinesa Air China realizou hoje o primeiro teste com um avião de passageiros utilizando mistura com 50% de biocombustível e 50% de combustível tradicional, de acordo com a refinaria UOP, subsidiária da Honeywell. O biocombustível usado no teste foi produzido pela UOP e pela PetroChina, com semente de tungue, um tipo de pinhão manso.

O Boeing 747-400 pousou com segurança no aeroporto de Pequim, depois de queimar mais de 10 toneladas do biocombustível. Após o teste, Zhang Hongying, uma autoridade da Administração de Aviação Civil da China, disse que o combustível está pronto para ser usado em voos comerciais, de acordo com a agência de notícias estatal Xinhua.

Em comunicado, a UOP afirmou que "o voo foi resultado de um esforço mais amplo iniciado em 2010 pela Administração Nacional de Energia da China e pela Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos, para atender aos fatores técnicos, econômicos e institucionais exigidos para o desenvolvimento de uma nova indústria de biocombustíveis na China." As informações são da Dow Jones.