Mundo

Ahmadinejad está disposto a dialogar sobre questão nuclear

Presidente iraniano criticou as sanções da ONU, dizendo que, no ápice das negociações, o Conselho de Segurança colocou o país em desvantagem

Para Mahmoud Ahmadinejad, os últimos 6 meses mostraram a inutilidade do embargo da ONU (Salah Malkawi/Getty Images)

Para Mahmoud Ahmadinejad, os últimos 6 meses mostraram a inutilidade do embargo da ONU (Salah Malkawi/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 18 de novembro de 2010 às 07h56.

Baku, Azerbaijão - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta quinta-feira que seu país está disposto a dialogar sobre a questão do programa nuclear iraniano, mas "sobre bases justas e de respeito mútuo".

Ele se disse aberto a negociações com o Grupo 5+1, formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China - mais a Alemanha.

"Devido a sua moral exploradora, alguns membros desse grupo negociador tentam conseguir vantagens nas negociações", ressaltou Ahmadinejad em entrevista coletiva em Baku, capital do Azerbaijão, onde nesta quinta-feira participará da terceira cúpula dos países à beira do mar Cáspio.

O líder iraniano destacou que, quando as conversas sobre o programa nuclear iraniano estavam em seu apogeu, foram adotadas as sanções do Conselho de Segurança da ONU contra seu país.

"Isso foi feito para pôr o Irã em condições desvantajosas", explicou Ahmadinejad. "Os seis meses que passaram desde então demonstraram a inutilidade do embargo".

Ele comparou as sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU contra seu país com uma "picada de mosquito" e acrescentou que, apesar delas, a economia iraniana manteve seu crescimento.

Acompanhe tudo sobre:InfraestruturaÁsiaEnergiaONUIrã - PaísEnergia nuclear

Mais de Mundo

Secretário dos EUA sugere a cubanos que construam 'nova Cuba' proposta por Trump

Fifa monitora surto de Ebola no Congo antes da Copa do Mundo 2026

Irã ameaça ampliar guerra para além do Oriente Médio após Trump cogitar novos ataques

AIEA alerta para risco de liberação radioativa em ataques a usinas nucleares