Mundo

A Guerra Fria voltou, diz secretário-geral da ONU

O porta-voz da ONU afirmou que os países devem estabelecer compromissos sobre o uso de armas químicas na Síria para evitar uma escalada militar

Putin e Trump: chefe da ONU disse que atual tensão entre EUA e Rússia é a mais perigosa desde a Guerra Fria (Carlos Barria/Reuters)

Putin e Trump: chefe da ONU disse que atual tensão entre EUA e Rússia é a mais perigosa desde a Guerra Fria (Carlos Barria/Reuters)

E

EFE

Publicado em 13 de abril de 2018 às 13h17.

Nações Unidas - O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou nesta sexta-feira sobre o retorno da Guerra Fria e denunciou que a situação na Síria representa agora o maior perigo para a paz e segurança internacional.

"A Guerra Fria voltou", disse Guterres ao Conselho de Segurança das Nações Unidas durante uma reunião solicitada pela Rússia para discutir as tensões em torno da Síria, depois que os Estados Unidos ameaçaram disparar mísseis contra o país em resposta ao suposto ataque químico do fim-de-semana.

Segundo o chefe da ONU, o Oriente Médio vive uma situação de "caos" e alertou sobre o risco de que as tensões aumentem até um ponto incontrolável.

"As crescentes tensões e a incapacidade de alcançar compromissos para estabelecer um mecanismo de prestação de contas (sobre o uso de armas químicas na Síria) ameaçam levar a uma total escalada militar", disse Guterres.

O diplomata português disse que esta nova Guerra Fria apresenta, além disso, o perigo de que as fórmulas que existiam há décadas para administrar riscos já não estão presentes.

Guterres insistiu às potências internacionais na necessidade de pactuarem a implementação de um mecanismo que atribua responsabilidades pelo uso de armas químicas na Síria, algo que existiu até em novembro, quando a Rússia bloqueou sua continuidade.

Segundo disse, se houver impunidade, estaremos encorajando o contínuo uso de armas proibidas.

 

Acompanhe tudo sobre:Estados Unidos (EUA)Guerra na SíriaONURússia

Mais de Mundo

Legisladores democratas aumentam pressão para que Biden desista da reeleição

Entenda como seria o processo para substituir Joe Biden como candidato democrata

Chefe de campanha admite que Biden perdeu apoio, mas que continuará na disputa eleitoral

Biden anuncia que retomará seus eventos de campanha na próxima semana

Mais na Exame