FipeZAP: nenhuma das capitais monitoradas pelo índice teve recuo de preço (Leandro Fonseca/Exame)
Repórter de Mercados
Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 09h58.
Comprar um imóvel residencial ficou, em média, 6,52% mais caro no Brasil em 2025. O dado é do Índice FipeZAP, que acompanha o preço médio de venda de imóveis usados em 56 cidades, com base em anúncios online.
A alta é a segunda maior em 11 anos, atrás apenas de 2024, quando os preços subiram 7,73%. Em dezembro de 2025, o preço médio de venda residencial apurado foi de R$ 9,6 mil por metro quadrado.
A valorização superou a inflação ao consumidor no ano, estimada em 4,18%, considerando o IPCA acumulado até novembro e o IPCA-15 de dezembro. Com isso, os imóveis registraram um ganho real de 2,24%.
Pelo segundo ano consecutivo, nenhuma das cidades monitoradas pelo FipeZAP teve recuo nos preços. Em 2024, Santa Maria, no Rio Grande do Sul, havia sido a exceção, com queda de 1,5%.
Entre as capitais, as maiores altas ocorreram em Salvador (16,25%), João Pessoa (15,15%), Vitória (15,13%), São Luís (13,91%) e Fortaleza (12,61%). Na outra ponta, as menores variações foram registradas em Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%).
Com inflação superior a esses percentuais, essas três capitais registraram, na prática, queda real no preço dos imóveis.
1. Salvador (+16,25%).
2. João Pessoa (+15,15%).
3. Vitória (+15,13%).
4. São Luís (+13,91%).
5. Fortaleza (+12,61%).
6. Belo Horizonte (+12,03%).
7. Belém (+11,75%).
8. Natal (+9,26%).
9. Curitiba (+9,08%).
10. Florianópolis (+8,65%)