Villa 11 Brookling: Localizado na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, zona sul de São Paulo, o edifício, que tem mais de 29 anos, foi de uma torre comercial a um prédio de 132 apartamentos para moradia, num investimento de R$ 75 milhões. (Villa 11/Divulgação)
Repórter de Mercados
Publicado em 12 de dezembro de 2025 às 10h00.
Desde que a HDI Seguros deixou o Berrini 901, moradores da Chácara Santo Antônio se questionaram sobre o futuro do edifício, que estampou uma placa de “aluga-se” por um bom tempo. Agora, o mistério chega ao fim: a Vila 11, empresa especializada em empreendimentos multifamily, lança no edifício o seu primeiro projeto de retrofit residencial.
Localizado na movimentada Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, zona sul de São Paulo, o edifício, que tem mais de 29 anos, foi de uma torre comercial a um prédio de 132 apartamentos para moradia, num investimento de R$ 75 milhões. O residencial oferece unidades com pé-direito de até 3,5 metros, medida incomum no mercado paulistano e que só foi possível devido ao histórico corporativo do prédio.
A edificação, com 12,6 mil metros quadrados, tem apartamentos de 36 metros quadrados a 70 metros quadrados, com um ou dois dormitórios. A configuração busca atender a profissionais que trabalham na região e preferem morar perto do escritório. As locações variam entre R$ 6 mil e R$ 11 mil, em pacotes que incluem aluguel, condomínio e IPTU.
Com mais de 550 metros quadrados de área comum, o empreendimento inclui piscina com deck, espaço gourmet, coworking, academia, jardins e áreas de convívio ao ar livre. Segundo a empresa, o Vila 11 Brooklin concentra a maior área verde do seu portfólio.
O projeto se insere em um movimento recente de transformação da região, com a chegada gradual de residenciais onde antes só havia escritórios. E o retrofit do Vila 11 Brooklin indica a ampliação desse tipo de intervenção para além do centro de São Paulo — onde iniciativas semelhantes vêm sendo estimuladas por programas como o Requalifica Centro.
No Brooklin, o foco está em adaptar edifícios existentes para atender à demanda por moradia em áreas já consolidadas, com infraestrutura pronta e alta densidade de empregos. A estratégia reduz o impacto ambiental da construção civil, encurta prazos e requalifica o espaço urbano.
A gestão do edifício será feita pela própria Vila 11, com contratos digitais, manutenção centralizada e atendimento direto aos moradores — um modelo voltado ao público que busca praticidade e mobilidade.
“O retrofit nos permite crescer em áreas onde seria inviável construir do zero”, afirma Moraes. “Estamos estudando novos projetos em bairros estratégicos. A cidade tem muitos ativos subutilizados que podem voltar a ter vida e relevância.”