Mercado Imobiliário

Metade dos imóveis que ficaram mais caros em 2025 está no Nordeste

A alta em Salvador, de 16,25%, foi quase quatro vezes maior que a inflação ao consumidor no ano, estimada em 4,18%

A alta de 16,25% em Salvador foi quase quatro vezes maior que a inflação ao consumidor no ano, estimada em 4,18% (Carolina Gehlen/Exame)

A alta de 16,25% em Salvador foi quase quatro vezes maior que a inflação ao consumidor no ano, estimada em 4,18% (Carolina Gehlen/Exame)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 11h08.

Comprar um imóvel residencial ficou, em média, 6,52% mais caro no Brasil em 2025. Mas comprar um imóvel em Salvador ficou especialmente mais caro. A capital baiana apresentou a maior alta entre as 56 cidades acompanhadas pelo Índice FipeZAP, que acompanha o preço médio de venda de imóveis usados com base em anúncios online.

A alta de 16,25% em Salvador foi quase quatro vezes maior que a inflação ao consumidor no ano, estimada em 4,18%, considerando o IPCA acumulado até novembro e o IPCA-15 de dezembro.

Entre as dez capitais com as maiores altas, cinco delas estão no Nordeste. João Pessoa, capital da Paraíba, também se destacou no ranking, ocupando a segunda colocação, com valorização de 15,15%. Logo em seguida vem Vitória, São Luís e Fortaleza, com valorização de 15,13%, 13,91% e 12,61%, respectivamente. Já Natal, com alta de 9,26%, aparece na oitava colocação.

São Paulo, usualmente utilizada como termômetro para o mercado imobiliário brasileiro, teve uma alta de 4,56% em 2025, mais próxima à inflação.

As 10 capitais com maiores altas em 2025

1. Salvador (16,25%).
2. João Pessoa (15,15%).
3. Vitória (15,13%).
4. São Luís (13,91%).
5. Fortaleza (12,61%).
6. Belo Horizonte (12,03%).
7. Belém (11,75%).
8. Natal (9,26%).
9. Curitiba (9,08%).
10. Florianópolis (8,65%)

As 10 capitais com menores altas em 2025

1. Aracaju (2,23%)
2. Goiânia (2,55%)
3. Brasília (4,05%)
4. Manaus (4,29%)
5. São Paulo (4,56%)
6. Recife (4,57%)

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