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Futuro inquilino do centro, Governo de SP instala repartições na Barra Funda

Arena Tower receberá cerca de 900 servidores até a entrega do novo complexo administrativo estadual

Arena Tower: edifício na Barra Funda recebeu uma das maiores locações corporativas do trimestre

Arena Tower: edifício na Barra Funda recebeu uma das maiores locações corporativas do trimestre

Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 09h40.

Durante o último trimestre de 2025, a terceira maior movimentação no segmento de edifícios comerciais em São Paulo veio do governo do Estado, que locou 11,9 mil metros quadrados no Arena Tower, na Marquês de São Vicente, na região da Barra Funda.

O espaço fica na Zona Descentralizada da capital paulista, que inclui regiões como Berrini, Chucri Zaidan, Chácara Santo Antônio, Santo Amaro, Marginal Morumbi, Marginal Sul, Marquês de São Vicente e Vila Leopoldina. Por lá, a absorção líquida somou 172 mil metros quadrados, mas a vacância segue em 19,2%, apesar do preço médio de R$ 80,86 por metro quadrado, segundo informações da Binswanger Brazil.

À EXAME, o Governo do Estado de São Paulo informou que a locação é destinada à instalação e funcionamento da Controladoria Geral do Estado (CGE SP) e da Corregedoria da Polícia Civil, com o objetivo de atender às necessidades operacionais e de acomodação de equipes. Ao todo, o espaço abrigará cerca de 900 servidores públicos.

A mudança acontece "no âmbito do processo de reorganização e racionalização de espaços administrativos, até a conclusão da Cidade Administrativa, que abrigará toda a Administração Pública de SP", afirma.

A nova sede do Governo de SP

O governo de São Paulo remarcou para 26 de fevereiro de 2026 o leilão da Parceria Público-Privada (PPP) do Novo Centro Administrativo Campos Elíseos.

Com investimento estimado em R$ 6 bilhões, o projeto prevê a construção de um complexo que reunirá o gabinete do governador, secretarias e órgãos estaduais hoje espalhados por mais de 40 endereços. A estrutura, que ficará na região dos Campos Elíseos, deve concentrar cerca de 22 mil servidores.

Além dos edifícios administrativos, o plano inclui a requalificação urbana da área, com restauração de imóveis tombados, ampliação de áreas verdes e a implantação de espaços destinados a comércio e serviços. Também está prevista a construção de um novo terminal de ônibus, integrado à estação Luz do Metrô e da CPTM.

A concessão terá prazo de 30 anos. O critério de julgamento será o maior desconto sobre a contraprestação pública mensal máxima, fixada em R$ 76,6 milhões. A concessionária vencedora será responsável pela operação e manutenção do complexo ao longo do contrato.

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