Zona Centralizada: região inclui Faria Lima, Itaim, JK e Vila Olímpia (Leandro Fonseca/Exame)
Repórter de Mercados
Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 13h00.
O preço médio pedido de aluguel de escritórios A+ e A na Zona Centralizada de São Paulo superou os R$ 200 por metro quadrado em 2025, pela primeira vez na série histórica da consultoria Binswanger Brazil. A região, que inclui bairros como Faria Lima, Itaim/JK, Vila Olímpia, Jardins, Paulista, Angélica, Consolação, Pinheiros e Marginal Oeste, registrou um avanço de mais de 13% em relação aos R$ 177 de 2024.
O valor médio de R$ 200,56 por metro quadrado reflete o aquecimento da demanda e a queda consistente da vacância — que recuou para 9,2% no ano passado na região.
No total, a Zona Centralizada teve uma absorção líquida de 163 mil metros quadrados em 2025, o que ajuda a explicar a valorização acelerada do metro quadrado. As duas maiores locações do quarto trimestre ocorreram justamente nessa região.
A maior foi do Nubank, que ocupou 14.957 metros quadrados no edifício Capote 210, em Pinheiros. Em seguida, aparece a Wise, com 14.183 metros quadrados no River South, na Marginal Oeste.
A terceira maior movimentação foi do governo do Estado de São Paulo, com 11.900 metros quadrados no Arena Tower, na Marquês de São Vicente — este, localizado na Zona Descentralizada.
Considerando toda a cidade, São Paulo registrou em 2025 a maior absorção líquida de escritórios A+ e A da história: 316 mil metros quadrados. A retomada do trabalho presencial e o crescimento da economia impulsionaram os resultados.
A taxa de vacância caiu de forma generalizada e fechou o ano em 13,9%, voltando a ficar abaixo de 15% pela primeira vez desde a pandemia. O preço médio pedido na cidade subiu 5,3%, para R$ 121,74 por metro quadrado, ante R$ 115,66 em 2024.
Na Zona Descentralizada — que inclui regiões como Berrini, Chucri Zaidan, Chácara Santo Antônio, Santo Amaro, Marginal Morumbi, Marginal Sul, Marquês de São Vicente e Vila Leopoldina — a absorção líquida somou 172 mil metros quadrados. Mesmo assim, a vacância segue mais elevada: 19,2%, apesar do preço médio de R$ 80,86/m², menos da metade da Zona Centralizada.
Para este ano, a Binswanger projeta uma absorção em linha com a média dos últimos três anos, de cerca de 250 mil metros quadrados. O
novo estoque estimado é de 357 mil metros quadrados. A tendência é de manutenção da taxa de vacância abaixo dos 15%, com pressão de alta nos preços nas regiões mais disputadas.
Atualmente, o mercado de escritórios A+ e A em São Paulo, que totaliza 4,8 milhões de metros quadrados.