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Saem bets, entram chineses? Atlético Mineiro anuncia parceria com Huawei

Contrato de cinco anos prevê fornecimento de servidores e soluções de armazenamento de dados para a Arena MRV; parceria amplia presença chinesa no futebol brasileiro

Arena MRV, em Belo Horizonte: contrato entre Atlético Mineiro e Huawei prevê fornecimento de servidores e soluções de armazenamento de dados para o estádio (Divulgação)

Arena MRV, em Belo Horizonte: contrato entre Atlético Mineiro e Huawei prevê fornecimento de servidores e soluções de armazenamento de dados para o estádio (Divulgação)

Soraia Alves
Soraia Alves

Repórter de Marketing

Publicado em 28 de setembro de 2026 às 13h57.

Última atualização em 28 de setembro de 2026 às 14h08.

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O Atlético Mineiro anunciou nesta segunda-feira, 28, uma parceria de cinco anos com a Huawei, uma das maiores empresas de tecnologia da China, para modernizar a infraestrutura tecnológica da Arena MRV, em Belo Horizonte. O acordo prevê o fornecimento de servidores, sistemas de armazenamento de dados e soluções de backup, com implantação prevista para novembro.

A chegada da empresa chinesa ocorre em um momento de transformação no mercado de parcerias esportivas no Brasil. Na sexta-feira, 25, o Governo Federal publicou a Medida Provisória (MP) 1.394/2026, que proíbe a exploração e a publicidade de casas de apostas no país, incluindo os patrocínios de clubes e competições esportivas.

Embora a parceria não substitua o espaço de uma bet no clube, o movimento sinaliza o interesse de empresas de outros setores em se aproximar do futebol brasileiro. O contrato entre Atlético Mineiro e Huawei tem natureza tecnológica e envolve diretamente a infraestrutura de dados da Arena MRV, e não a exposição tradicional de marca em propriedades comerciais do Atlético.

A parceria será implementada pela SYX-AI, integradora e parceira tecnológica da Huawei no Brasil, responsável pelo desenvolvimento da solução, implantação e acompanhamento da operação.

Segundo o clube, a expectativa é ampliar, nos próximos anos, o uso de inteligência artificial e análise de dados tanto na gestão da arena quanto em áreas do futebol, como desempenho e scouting.

Marcas chinesas se aproximam do futebol brasileiro

A parceria com o Atlético também faz parte de um movimento mais amplo de empresas chinesas que buscam ampliar sua presença no mercado esportivo brasileiro. Nos últimos meses, montadoras e fabricantes de tecnologia passaram a investir em clubes, seleções e competições, com contratos que vão da exposição de marca à associação com arenas e experiências para torcedores.

Em março, a BYD anunciou um contrato de três temporadas com o Bahia. A marca passou a ocupar o espaço nos ombros dos uniformes das equipes masculina e feminina. Depois de ações pontuais na Copa do Brasil e na Supercopa Rei, a montadora também fechou um contrato com o Corinthians, válido até o final do ano e com o mesmo destaque nos ombros.

Com o Flamengo, outra montadora chinesa, a GAC, também fechou um acordo de patrocínio em 2026. A empresa passou a expor sua marca no calção do uniforme e em espaços do Maracanã e do centro de treinamento.

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