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Petrobras aumenta seus gastos com publicidade

O orçamento médio mensal de publicidade da companhia quase triplicou em maio e junho se comparado ao intervalo de janeiro a abril

Instalações da Petrobras, em Recife (GettyImages)

Instalações da Petrobras, em Recife (GettyImages)

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Da Redação

Publicado em 26 de julho de 2014 às 09h45.

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Rio - Os gastos com publicidade da Petrobrás aumentaram 17% no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado, saltando de R$ 132 milhões em 2013 para R$ 154 milhões nos seis primeiros meses de 2014. O orçamento médio mensal de publicidade da companhia quase triplicou em maio e junho se comparado ao intervalo de janeiro a abril. A curva ascendente ocorre após a crise envolvendo negócios da companhia e às vésperas do prazo de suspensão das publicidades institucionais das empresas estatais.

As médias mensais de gastos com propaganda da Petrobrás passaram de R$ 15,5 milhões, de janeiro a abril, para R$ 46 milhões, em maio e junho. Até abril, as despesas eram inferiores às do ano passado - R$ 62 milhões contra R$ 90 milhões.

Naquele mês, a estatal foi contratada pela União para produzir em quatro áreas do pré-sal e também atingiu o pico de extração de petróleo na região.

Em período eleitoral, PT e PSDB travam uma luta sobre as publicidades da Petrobrás. A marca de produção de 500 mil barris por dia no pré-sal, no início de julho, foi comemorada pela presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, como um ganho pessoal. A conquista motivou uma grande festa na sede da companhia, com a presença de Dilma.

As festividades e promoções ocorreram também em sequência a uma série de acusações de corrupção envolvendo ex-diretores, denúncias que levaram à criação de duas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) no Congresso e outras investigações.

Representações

O PSDB entrou com representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e conseguiu suspender anúncios de divulgação do recorde do pré-sal e de promoção da gasolina de menor teor de enxofre produzida pela empresa, a S-50. "A Petrobrás é o ‘calcanhar de Aquiles’ do governo Dilma. Nossa preocupação é que a presidente use a empresa para se promover", afirmou o deputado Carlos Sampaio, coordenador jurídico pela campanha do candidato tucano à Presidência, Aécio Neves.

Sobre a gasolina S-50, a estatal argumenta que não se trata de campanha institucional e que, por isso, não contraria a lei, embora a empresa seja a única a produzir o combustível. Ela irá recorrer para veicular o anúncio novamente. Esta publicidade substituiu a do pré-sal após 5 de julho, quando, pelo calendário do TSE, foram proibidos os anúncios institucionais das estatais, a não ser que o foco sejam produtos comercializados em um ambiente de concorrência de mercado.

Atualmente, apenas a publicidade do lubrificante Lubrax está sendo veiculada.

No site de campanha de Dilma, entretanto, o pré-sal continua sendo exibido como uma ferramenta de marketing. Na página, um vídeo de dois minutos associa diretamente a imagem da presidente à contratação da Petrobrás para a produção no pré-sal destacando a geração de "mais recursos para a economia, mais tecnologia no Brasil e milhares de novos empregos". Além disso, informa, será destinado R$ 1,3 trilhão da receita para saúde e educação.

O comitê da petista afirma que a estatal não está sendo usada eleitoralmente. Segundo a assessoria da campanha da presidente, o pleito não será pautado pela discussão de empresas específicas. "A proposta é estabelecer um amplo debate com a sociedade sobre as diretrizes que sustentarão o novo ciclo de mudanças. (...) O plano (de governo para o segundo mandato) aponta o papel que a Petrobrás desempenhará no novo ciclo de desenvolvimento do País proposto para o segundo mandato de Dilma Rousseff, que será lastreado pela educação", afirma o texto encaminhado pela assessoria de imprensa da campanha da presidente.

TCU

Na quarta-feira passada, o Tribunal de Contas da União isentou Dilma e o Conselho de Administração da Petrobrás - o qual ela presidia em 2006, época da compra da refinaria de Pasadena (EUA) pela estatal -, de responsabilidade pelo prejuízo com o negócio. A aquisição da refinaria foi o pivô da crise envolvendo a petrolífera. O TCU atribuiu à antiga diretoria a responsabilidade pelo prejuízo calculado em US$ 792 milhões e determinou o congelamento de bens de 11 ex-dirigentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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