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Ação de marketing da P&G provoca susto e mobiliza polícia no Rio de Janeiro

Arcas de madeira espalhadas pela cidade geraram suspeita de explosivos e acabaram abertas pelo Esquadrão Antibombas

Caixas espalhadas por diversos pontos do Rio de Janeiro eram ação publicitária da P&G (Reprodução)

Caixas espalhadas por diversos pontos do Rio de Janeiro eram ação publicitária da P&G (Reprodução)

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Da Redação

Publicado em 25 de novembro de 2010 às 17h25.

São Paulo - Uma ação de marketing da P&G nesta manhã, no Rio de Janeiro, causou a mobilização da Polícia Civil e o acionamento do Esquadrão Antibombas em razão do temor de que houvesse explosivos espalhados pela zona Sul da cidade.

Peça ação, que seria um teaser para uma campanha publicitária da Procter&Gamble, a agência Moda Promoções & Eventos, contratada pela empresa, espalhou arcas de madeira pelas praças General Osório e Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, Cardeal Arcoverde, em Copacabana, e no Parque dos Patins, na Lagoa. As estranhas caixas, no entanto, abandonadas sem qualquer explicação, acabaram gerando desconfiança da população. O Rio de Janeiro já chega ao quarto dia de uma onda de ataques por parte de grupos traficantes e, com o temor de que as caixas pudessem conter explosivos, o Esquadrão Antibombas foi acionado para resolver o problema.

De acordo com o titular da 14ª DP (Leblon), delegado Fernando Veloso, as caixas encontradas na região foram abertas e não foi encontrado artefato explosivo. Segundo ele, a agência não tinha licença da prefeitura do Rio para colocar as arcas naqueles locais.

O delegado disse ainda que irá indiciar o responsável pela empresa para responder por contravenção, cuja pena varia de 15 dias a seis meses de prisão.  Segundo ele, o caso também pode ser submetido à Procuradoria Geral do Estado (PGE), visando acionar a firma a ressarcir aos cofres públicos de todas as despesas decorrentes da movimentação policial.

O termo "Ipanema" entrou para os Trending Topics - ranking de assuntos mais comentados - do Twitter nesta quarta-feira (24) depois das suspeitas de explosivos. Feita de forma inadequada para um momento tão delicado quando o assunto é segurança no Rio de Janeiro, a ação coloca em risco todo o investimento que a P&G tem feito em marketing nos últimos meses para fortalecer a imagem institucional no Brasil. Além de atingir diretamente a população aumentando a sensação de insegurança e causando o isolamento de várias ruas das redondezas, a ação foi coberta intensamente pela mídia, que acompanhou todo o desfecho e colocou a marca P&G em exposição.

Procurada, a P&G esclareceu que as caixas colocadas na região faziam, de fato, parte de uma ação promocional da empresa, e lamentou o ocorrido: "Lamentamos profundamente pelo desconforto causado à população. Aproveitamos para informar que a ação foi imediatamente suspensa no Rio de Janeiro e nas demais cidades".

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