Movimento em evento esportivo: Copa de 2026 deve impulsionar consumo e engajamento de marcas durante o torneio (Fifa/Divulgação)
Editora-assistente de Marketing e Projetos Especiais
Publicado em 6 de abril de 2026 às 18h27.
Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, a Rakuten Advertising divulgou um relatório sobre o comportamento de consumo dos brasileiros durante o torneio. O estudo, voltado a anunciantes e profissionais de marketing de performance, indica que 91% dos consumidores no país pretendem adquirir algum produto ou serviço motivados pelo evento.
Desse total, 53% têm intenção definida de compra, 26% demonstram alta probabilidade e 12% ainda estão indecisos. Outros 9% afirmam não ter planos de consumo relacionados à Copa.
O documento, intitulado Affiliate Intelligence para a Copa do Mundo 2026, parte da premissa de que o torneio não apenas amplia o tempo de navegação online, mas funciona como gatilho direto de intenção de compra, e que esse movimento pode ser capturado por meio de estratégias de afiliação, creators e parcerias de performance.
O período pré-Copa concentra a maior parte do planejamento de compras. Segundo o levantamento, 32% dos consumidores pretendem comprar algumas semanas antes do torneio, e 31% entre um e três meses antes do início dos jogos.
Durante a competição, ao longo das partidas, 16% ainda realizam compras, volume que o relatório descreve como "incremental relevante, especialmente para categorias que respondem bem a urgência e ofertas".
No total, 73% dos brasileiros esperam gastar mais online durante a Copa do Mundo: 43% pretendem gastar "muito mais" e 30%, "um pouco mais".
O relatório projeta que 93% dos brasileiros estarão conectados à Copa do Mundo. O consumo de conteúdo do torneio se distribui entre TV aberta (72%), CazéTV e YouTube (62%) e plataformas sociais como WhatsApp, Instagram e TikTok (63%).
O dado sobre a CazéTV — que, somada ao YouTube, praticamente empata com o alcance da TV aberta — é destacado como sinal de transformação no mix de mídia da Copa no Brasil.
Para a Rakuten, esse cenário cria uma oportunidade de escalar marketing de influência via parcerias de performance, combinando o conteúdo de creators com links rastreáveis, cupons exclusivos e incentivos de afiliação.
A jornada de descoberta de ofertas pelo consumidor é descrita no estudo como genuinamente omnichannel. Os canais mais utilizados para encontrar produtos durante a Copa são: redes sociais da marca ou loja (78%), sites e aplicativos de e-commerce (71%), anúncios em vídeo pré, durante ou pós-conteúdo (56%), sites de cupons e cashback (48%) e conteúdo de influenciadores e creators (41%).
A influência dos creators e afiliados sobre decisões de compra aparece como dado central da pesquisa. Segundo o levantamento, 83% dos consumidores compram considerando recomendações de creators pelo menos às vezes.
No caso de links de afiliados, 71% afirmam levar recomendações em conta, sendo 39% em alto grau e 32% em menor grau. O próprio relatório faz uma ressalva metodológica: "o entendimento do termo 'links de afiliados' pode variar, mas a influência permanece forte".
As decisões de compra são orientadas por conveniência e credibilidade, não apenas por preço. Os fatores mais citados para a escolha de uma loja são: frete grátis ou de baixo custo (47%), confiabilidade da loja — reputação, avaliações e segurança (44%), preço e desconto (43%), prazo de entrega (36%) e informações do produto e avaliações de outros consumidores (34%).
A experiência mobile também aparece como variável determinante: 66% dos brasileiros pretendem pesquisar e comprar principalmente pelo smartphone durante a Copa.
Sobre o comportamento de navegação em tempo real, o estudo registra que 32% dos consumidores salvam produtos para pesquisar depois, 23% buscam diretamente em uma loja ou aplicativo que já conhecem, 23% clicam ou deslizam diretamente a partir do conteúdo e 16% usam buscadores ou ferramentas de comparação de preço.
Para creators e afiliados, o relatório aponta os formatos de conteúdo com maior capacidade de capturar atenção durante o torneio. Vídeos curtos no formato Reels, Shorts e TikTok lideram, citados por 85% dos respondentes.
Na sequência aparecem rankings de "melhor oferta" e comparação de preços (65%), posts estáticos resumindo ofertas (53%), artigos e reviews detalhados (48%), vídeos longos e lives (47%) e newsletters (27%).
Para marcas e lojas menos conhecidas, o estudo identifica os principais sinais que geram confiança: conteúdo honesto com prós e contras (56%), comentários positivos de outros seguidores (56%), produto mostrado em contexto real (51%), garantias da loja como troca e reembolso (44%) e transparência sobre parcerias (43%).
Com base nesses dados, o relatório lista ainda cinco diretrizes de execução para creators e afiliados: