Mercado Imobiliário

Número de pessoas que compram imóvel para investir é o menor desde 2014

Pesquisa feita pela FipeZap também mostra que intenção de comprar uma casa é a menor em cinco anos

FipeZap: Participação de investidores na compra de imóveis caiu de 48% para 33% (efrederiksen/Getty Images)

FipeZap: Participação de investidores na compra de imóveis caiu de 48% para 33% (efrederiksen/Getty Images)

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Juliana Elias

Publicado em 20 de agosto de 2019 às 05h09.

Última atualização em 20 de agosto de 2019 às 06h09.

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São Paulo — A proporção de pessoas que compram um imóvel para investir atingiu o seu menor nível no segundo trimestre de 2019 desde pelo menos 2014. É o que indica o Raio-x FipeZap, pesquisa trimestral sobre o comportamento dos compradores de imóveis feito pelo Grupo Zap e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Entre aqueles que compraram uma casa ou apartamento nos últimos 12 meses, 67% afirmaram que adquiriram o bem para moradia, enquanto apenas 33% disseram ter feito a aquisição com a intenção de investir, seja para alugar ou para revender mais à frente.

É a menor taxa desde o segundo trimestre de 2014, quando o levantamento começou a ser feito e 40% dos compradores diziam ter a intenção de usar o imóvel como investimento. A maior proporção de investidores foi alcançada no terceiro trimestre daquele ano, com 48% das compras feitas por investidores e 52% para moradia própria.

Dentre os que fizeram a compra para investir, prevalece a intenção de ter renda por meio do aluguel, com 59% das respostas, enquanto, para os outros 45%, o plano principal é esperar o bem se valorizar para revender.

A pesquisa é feita por meio de questionário com internautas do portal de busca de imóveis Zap. Foram entrevistados 1.984 usuários entre 12 e 29 de julho, entre pessoas que já possuem imóvel e aquelas que estão buscando.

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Intenção de compra é a menor em 5 anos

O levantamento mostra que a intenção de comprar um imóvel também segue em trajetória de queda. Dos participantes da pesquisa, 26% disseram que planejam adquirir um imóvel nos próximos três meses. É uma queda na comparação com o primeiro trimestre do ano (29%) e também a menor proporção desde o segundo trimestre de 2014 (34%), quando a pesquisa começou a ser feita.

O pico foi atingido no terceiro trimestre de 2014, quando 43% dos entrevistados informavam ter o plano de comprar um imóvel nos meses seguintes.

Preços mais em conta

A maior parte das pessoas ainda considera que os preços para comprar uma casa, hoje, estão muito altos, mas essa percepção vem caindo acentuadamente desde 2014.

Naquele ano, 88% das pessoas que tinham planos de comprar um imóvel achavam que os valores do mercado estavam altos ou muito altos. No levantamento mais recente, essa proporção caiu para 56%.

Para 27% daqueles que estão procurando uma casa, os preços atuais estão razoáveis (ante 8% em 2014) e 14%, hoje, dizem que os imóveis estão baratos. Em 2014, essa foi a resposta de apenas 2%. Outros 3% não responderam.

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