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Corinthians fica 260% acima do orçamento previsto e acumula dívidas de R$ 2,86 bilhões

O rombo foi intensificado pela ausência de vendas de jogadores no primeiro semestre, estratégia adotada pela diretoria para priorizar o desempenho esportivo, além de atrasos em pagamentos de direitos de imagem e premiações.

Corinthians vive momento financeiro complicado e queda na Libertadores será sentida nos cofres do clube. (Jose Cordeiro/SPTuris) (Jose Cordeiro/SPTuris)

Corinthians vive momento financeiro complicado e queda na Libertadores será sentida nos cofres do clube. (Jose Cordeiro/SPTuris) (Jose Cordeiro/SPTuris)

Fernando Olivieri
Fernando Olivieri

Redator na Exame

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 20h01.

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RESUMO | Corinthians enfrenta um grave colapso financeiro, registrando um déficit de R$ 278,7 milhões até julho de 2026 — valor cerca de 260% acima do previsto no orçamento —, com um endividamento total mantido na casa dos R$ 2,86 bilhões.


A situação financeira do Corinthians segue em estado de alerta máximo. Segundo reportagem da ESPN, o balancete financeiro divulgado pelo clube referente ao mês de julho de 2026 aponta um déficit de R$ 278,7 milhões. O montante supera em quase 260% a meta estipulada no orçamento aprovado para a temporada, que previa um resultado negativo de R$ 77,8 milhões. Enquanto isso, o endividamento total da instituição permanece estacionado na faixa dos R$ 2,86 bilhões.

De acordo com o documento oficial publicado pelo clube, o principal fator para o impacto expressivo nas contas foi a ausência de negociações e vendas de atletas no período. O planejamento orçamentário para 2026 projetava um faturamento líquido de 25 milhões de euros (aproximadamente R$ 144 milhões na cotação atual) com a transferência de direitos federativos, sendo que metade desse valor (12,5 milhões de euros ou cerca de R$ 74,9 milhões) deveria ter entrado nos cofres alvinegros ainda no primeiro semestre.

"A Administração optou por postergar as operações em razão da priorização do desempenho esportivo na Libertadores e da estratégia de valorização dos ativos", justificou a diretoria corinthiana nas notas explicativas do balancete.

Prazos vencidos e atrasos nos pagamentos

Apesar de a diretoria trabalhar com a possibilidade de realizar uma revisão completa do orçamento na metade do ano — permitindo a renovação do planejamento de doze meses perante o Conselho Deliberativo —, o prazo limite para essa medida venceu em agosto sem que a readequação fosse concluída.

A falta de fluxo de caixa também tem gerado impactos diretos no dia a dia do departamento de futebol. Segundo a ESPN, a gestão não efetuou o pagamento dos direitos de imagem que venceram no dia 20, acumulando agora duas parcelas em aberto, além de pendências relacionadas a premiações e férias de atletas e funcionários.

Aprofundamento da crise

A saúde financeira do Sport Club Corinthians Paulista passa por um momento grave, evidenciada pelos números oficiais publicados nos balancetes do clube. De acordo com o balancete financeiro consolidado, o endividamento total da instituição permanece na casa dos R$ 2,86 bilhões, refletindo um passivo acumulado de longo prazo e compromissos correntes sufocantes.

O cenário de alerta agravou-se consideravelmente com o resultado operacional dos primeiros sete meses de 2026:

  • Déficit acumulado recorde: O clube registrou um prejuízo de R$ 278,7 milhões entre janeiro e julho de 2026.
  • Desvio orçamentário drástico: O resultado negativo ficou aproximadamente 260% acima do montante estipulado no orçamento aprovado para o período, que previa um déficit de R$ 77,8 milhões.

Qual é o valor do déficit registrado pelo Corinthians em 2026?

O clube acumulou um déficit de R$ 278,7 milhões até julho, segundo dados revelados em reportagem da ESPN.

De quanto é o endividamento total do clube?

O endividamento consolidado do Corinthians permanece na casa dos R$ 2,86 bilhões.

Por que o déficit ficou tão acima do orçamento?

A principal causa foi a ausência de vendas de jogadores no primeiro semestre, meta que previa arrecadar cerca de R$ 74,9 milhões líquidos nesse período.

Qual foi a justificativa da diretoria?

A gestão administrativa optou por postergar à venda de atletas para priorizar o desempenho esportivo da equipe na Copa Libertadores e buscar a valorização dos ativos.

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