Finanças: brasileiro pega empréstimo pessoal sem poder (Ilustração gerada pelo ChatGPT/Reprodução)
Repórter de finanças
Publicado em 8 de novembro de 2026 às 09h07.
Um levantamento da plataforma de dados e pagamentos Belvo mostra que 87% dos brasileiros que solicitaram pequenos empréstimos pessoais tinham menos de R$ 100 na conta corrente. Entre 216 mil CPFs analisados, 90% dos consumidores com cartão já haviam esgotado o limite, enquanto 40% mantinham outro empréstimo pessoal ativo.
A falta de dinheiro disponível na conta corrente não impede os brasileiros de recorrerem ao crédito. Pelo contrário, a maioria das pessoas que solicitam pequenos empréstimos pessoais já enfrenta restrições no orçamento. É o que revela um levantamento da Belvo, plataforma de dados e pagamentos via Open Finance na América Latina, que analisou informações de 216 mil CPFs de pessoas que pediram esse tipo de financiamento no Brasil.
Segundo a pesquisa, 87% dos solicitantes tinham menos de R$ 100 na conta corrente no momento em que fizeram o pedido. O cenário indica que a procura por crédito está associada, em muitos casos, à baixa disponibilidade imediata de recursos e à existência de compromissos financeiros anteriores.
A situação financeira dos consumidores também aparece na utilização do cartão de crédito. Entre os CPFs analisados, 61% possuem cartão, cujo limite médio é de R$ 1.150. Desse grupo, 90% já haviam comprometido todo o valor disponível.
O dado mostra, na prática, que o cartão pode já não representar uma alternativa para lidar com despesas inesperadas para uma parcela expressiva desses consumidores. Com o limite esgotado, a possibilidade de absorver novos gastos sem recorrer a outras formas de financiamento fica reduzida.
O levantamento também identificou que parte dos solicitantes já possui dívidas de crédito pessoal em andamento. Cerca de 40% têm um empréstimo pessoal ativo, com saldo médio de R$ 1.020 e sete parcelas ainda por pagar.
Além disso, 6% dos entrevistados possuem empréstimo consignado em aberto. Nesse caso, o saldo médio é de R$ 2.745, com 19 parcelas futuras.
Embora o crédito consignado geralmente tenha juros menores do que outras modalidades de empréstimo pessoal, o prazo mais longo mantém uma parcela da renda comprometida por mais tempo, o que pode limitar a capacidade financeira dos consumidores nos meses seguintes.
Os dados levantados pela Belvo apontam para a necessidade de considerar a situação financeira atual do consumidor na avaliação de novas solicitações de crédito. Informações como renda declarada, histórico de pagamentos e dados cadastrais são relevantes, mas nem sempre demonstram quanto dinheiro está efetivamente disponível para assumir uma nova dívida.
Nesse contexto, indicadores como saldo em conta corrente, utilização do limite do cartão e parcelas de empréstimos existentes podem ajudar as instituições financeiras a entender melhor a capacidade de pagamento dos solicitantes.
“Os dados mostram que, em muitos casos, a busca por um pequeno empréstimo acontece quando o consumidor já tem pouca liquidez disponível e compromissos financeiros em andamento. Nesse cenário, o Open Finance pode ajudar as instituições a enxergar além das informações tradicionai", afirma Leandro Piano, CFO e Country Manager da Belvo.
De acordo com Piano, o sistema permite aprimorar a análise de crédito e apoiar decisões mais bem fundamentadas. "Considerando não apenas a necessidade de recursos, mas também o contexto em que essa necessidade surge".
Entre os solicitantes analisados, 87% tinham menos de R$ 100 na conta corrente no momento do pedido. O dado faz parte de um levantamento da Belvo com informações de 216 mil CPFs que solicitaram pequenos empréstimos pessoais no Brasil.
Entre os 61% dos solicitantes que possuíam cartão de crédito, 90% já haviam comprometido todo o limite disponível, segundo a Belvo. O limite médio dos cartões era de R$ 1.150.
Cerca de 40% dos solicitantes mantinham um empréstimo pessoal ativo, segundo o levantamento da Belvo. O saldo médio era de R$ 1.020, com sete parcelas ainda por pagar.
O empréstimo consignado estava presente entre 6% dos consumidores analisados. Segundo a Belvo, esses contratos tinham saldo médio de R$ 2.745 e 19 parcelas futuras.
O Open Finance permite considerar dados como saldo em conta, uso do limite do cartão e parcelas de empréstimos existentes na análise de crédito. Segundo Leandro Piano, CFO e Country Manager da Belvo, essas informações ajudam as instituições a avaliar a necessidade de recursos dentro do contexto financeiro do consumidor.