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XP reduz posição em Via Varejo e compra Vale e Suzano

Os fundos de ações e multimercados estão promovendo uma verdadeira dança das cadeiras nos portfólios

XP: o gestor da casa, João Luiz Braga, anunciou na primeira hora da manhã a reabertura de captação dos fundos de longo de prazo sob seus cuidados. (Germano Lüders/Exame)

XP: o gestor da casa, João Luiz Braga, anunciou na primeira hora da manhã a reabertura de captação dos fundos de longo de prazo sob seus cuidados. (Germano Lüders/Exame)

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Graziella Valenti

1 de abril de 2020, 08h02

Os fundos de ações e multimercados estão promovendo uma verdadeira dança das cadeiras nos portfólios. Mas, de todos as movimentações anunciadas no mês de março, a que certamente será mais comentada é o pesado ajuste que a XP Asset fez na posição em Via Varejo: reduziu de 6,6% para 2,9% a fatia no capital da empresa.

Ela se tornou pública ontem à noite – no mesmo dia em que o gestor da casa, João Luiz Braga, anunciou na primeira hora da manhã a reabertura de captação dos fundos de longo de prazo sob seus cuidados. A Via Varejo era uma das posições mais comentadas por Braga em suas redes sociais.

 

No Twitter, ontem à noite, Braga comentou que, neste momento, “não faz sentido concentrar a carteira como fazia dois meses atrás, quando era difícil encontrar ativos baratos na bolsa”. Ele disse que essa posição era muito grande, “muito maior que as outras”. E tentou transmitir que não há birra com o papel. “É só isso. Continuamos gostando e comprados.”

Alegando que se trata apenas de “gestão de portfólio”, contou que comprou companhias dolarizadas que caíram muito recentemente, como Vale e Suzano.