Recuperação judicial da Oi (OIBR3) é adiada novamente e não tem prazo para finalização

Em seu segundo adiamento em menos de um mês, a Oi (OIBR3) agora não tem previsão de finalização do processo judicial
Oi (OIBR3): processo de recuperação judicial é considerado o maior e mais complexo do Brasil (Paulo Whitaker/Reuters)
Oi (OIBR3): processo de recuperação judicial é considerado o maior e mais complexo do Brasil (Paulo Whitaker/Reuters)
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Tales Ramos

Publicado em 07/06/2022 às 15:32.

Última atualização em 07/06/2022 às 15:55.

O processo de recuperação judicial (RJ) da Oi (OIBR3) teve seu prazo final adiado novamente nesta terça-feira, 7, e agora não tem data definida para terminar.

O que está sendo considerado o maior processo de recuperação judicial do Brasil, cujo valor superou os R$ 65 bilhões, já tinha sido adiado uma vez para o fim de maio deste ano, agora a Oi adia novamente por causa de diligências pendentes.

De acordo com fontes do jornal O Globo, o processo que tinha prazo de finalização para o dia 31 de maio, teve adiamento classificado como "algo previsível, já que o caso é considerado o maior e mais complexo processo do Judiciário".

Requisitos para RJ da Oi (OIBR3)

Para que seja concluído o processo de RJ da Oi, é necessário que a companhia telefônica entregue o relatório final do Administrador Judicial, junto com o consolidado do quadro geral de credores, os quais somam 65 mil.

Dado o novo adiamento, a operadora agora tem como prazo o dia 27 de junho para a entrega dos documentos.

De acordo com a fonte de O Globo, o processo deve ser encerrado em breve, mas ainda não há uma data.

Outro ponto importante é que até este mês deve ser concluído o fechamento da venda da InfraCo, unidade de fibra óptica da Oi, para fundos de investimento controlados pelo BTG Pactual (BPAC11).

Veja mais:

Dada a aprovação da Anatel, os fundos terão 57,9% da InfraCo em uma operação de R$ 12,9 bilhões.

Entenda o caso

O processo de RJ começou em 2016, quando a Oi tinha acumulado R$ 65,4 bilhões em dívidas.

Em 2020 a Justiça aprovou a divisão dos ativos da companhia em cinco Unidades Produtivas Isoladas (UPIs), que foram colocadas à venda.

Em junho de 2021 a dívida da Oi era de R$ 29,1 bilhões, o total arrecadado pela empresa na venda das UPIs foi cerca de R$ 30,8 bilhões.

A Oi também havia conseguido um desconto de 54,9% nas dívidas com a Anatel, baixando de R$ 20,2 bilhões para R$ 9,11 bi.