Por que o Itaú BBA recomenda vender ações da Cyrela e comprar da MRV?

Analistas veem oportunidade de ganho de curto prazo em operação long and short com papéis de incorporadoras
 (Paulo Fridman/Bloomberg/Bloomberg)
(Paulo Fridman/Bloomberg/Bloomberg)
Guilherme Guilherme
Guilherme Guilherme

Publicado em 07/07/2022 às 14:53.

Última atualização em 07/07/2022 às 15:24.

Analistas do Itaú BBA recomendaram comprar ações da MRV (MRVE3) e vender as da Cyrela (CYRE3) em novo relatório sobre pares para operações long and short. A modalidade de negociação, que envolve ficar comprado em uma ponta e vendido em outra, visa a diferença de performance entre os ativos — independentemente se o desempenho individual será de baixa ou de alta. O horizonte de investimento para a tese é de um a dois meses.

Expectativas excessivamente pessimistas do mercado para o setor de construção de baixa renda e preço mais atrativo explicam parte da preferência do BBA por MRV. "Desse modo, vemos um potencial maior para revisão positiva nas estimativas para essas empresas", afirmaram em relatório.

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A melhora de percepção, segundo os analistas, deve vir do menor foco na inflação de matéria-prima que de mão de obra e do fortalecimento operacional por novas regras do programa Casa Verde e Amarela. A esses dois fatores o BBA acrescenta que a potencial capitalização da Resia (antiga AHS), divisão americana da MRV, poderia destravar valor da companhia .

"Na ponta short, escolhemos Cyrela, que deve ter um cenário operacional mais desafiador, assim como outras empresas focadas em média renda", afirmaram os analistas.

O BBA também pontua que as ações da Cyrela sofreram menos que as da MRV, o que poderia ter aberto espaço para algum realinhamento. No ano, Cyrela e MRV acumulavam respectivas quedas de 22% e 29% até o início do pregão.