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Petróleo sobe diante do declínio dos estoques dos EUA

Por Gustavo Nicoletta Nova York - Os preços dos contratos futuros de petróleo fecharam o dia em alta, impulsionados por dados que mostraram um declínio acentuado nos estoques norte-americanos da matéria-prima (commodity) que empurrou os estoques totais de combustíveis dos EUA para o menor nível desde novembro de 2008. O contrato do petróleo para janeiro […]

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Da Redação

Publicado em 15 de dezembro de 2010 às 17h57.

Por Gustavo Nicoletta

Nova York - Os preços dos contratos futuros de petróleo fecharam o dia em alta, impulsionados por dados que mostraram um declínio acentuado nos estoques norte-americanos da matéria-prima (commodity) que empurrou os estoques totais de combustíveis dos EUA para o menor nível desde novembro de 2008.

O contrato do petróleo para janeiro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) subiu US$ 0,34, ou 0,38%, para US$ 88,62 o barril. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para janeiro avançou US$ 0,91, ou 1,08%, para US$ 92,20 o barril.

Segundo o Departamento de Energia dos EUA, os estoques norte-americanos de petróleo bruto encolheram 9,854 milhões de barris na semana encerrada em 10 de dezembro, para 346,018 milhões de barris, declínio quase quatro vezes maior que o previsto por analistas consultados pela Dow Jones. "Foi uma redução ampla e pegou o mercado desprevenido", mas boa parte dela foi motivada pela diminuição nas importações de petróleo e isso pode cortar o rali visto nos mercados futuros após a divulgação dos dados, disse Stephen Schork, chefe da consultoria Schork Report.

As refinarias do Golfo do México estão queimando estoques conforme o ano chega perto do fim para diminuir seus encargos fiscais. Além disso, segundo analistas, o petróleo armazenado em navios-tanque praticamente desapareceu, diante da forte demanda chinesa e da recuperação, ainda que lenta, da economia norte-americana.

O Departamento de Energia dos EUA também divulgou que os estoques de gasolina aumentaram 809 mil barris, menos da metade do que se esperava, enquanto os de destilados - categoria que inclui o diesel e o óleo para calefação - cresceram 1,094 milhão de barris, contrariando a estimativa de queda de 200 mil barris.

As refinarias operaram à taxa de 88,0% de sua capacidade na semana passada, com crescimento de 0,5 ponto porcentual em relação à semana anterior. Analistas esperavam um declínio de 0,3 ponto porcentual. As informações são da Dow Jones.

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