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Petróleo fecha em alta, de olho estoques dos EUA e após decisão do Fed

WTI para julho fechou com alta de 0,77%, a US$ 78 50 o barril

Petróleo: WTI para julho fechou com alta de 0,77%, a US$ 78 50 o barril (Anton Petrus/Getty Images)

Petróleo: WTI para julho fechou com alta de 0,77%, a US$ 78 50 o barril (Anton Petrus/Getty Images)

Estadão Conteúdo
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Agência de notícias

Publicado em 12 de junho de 2024 às 16h42.

Os contratos futuros de petróleo fecharam com alta, com o barril do tipo Brent mantendo o patamar dos US$ 80 em semana de decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), dados da inflação dos Estados Unidos e relatórios mensais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Agência Internacional de Energia (AIE), além da pesquisa semanal do Departamento de Energia (DoE) sobre estoques dos EUA.

O WTI para julho fechou com alta de 0,77% (US$ 0,60), a US$ 78 50 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto subiu 0,83% (US$ 0,68), a US$ 82,60 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Ao longo do dia, as negociações ganharam tração após divulgação de relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), que apontou forte aumento da oferta de petróleo até 2030, com demanda crescendo em ritmo menos acelerado, resultando no volume inédito de excedente de 8 milhões de bpd. A AIE também cortou as projeções de avanço da demanda global por petróleo em 2024 e 2025.

Mas a divulgação dos dados do DoE dos Estados Unidos - que mostraram avanço do estoque de 3,7 milhões de barris na semana passada, enquanto o mercado esperava uma queda no indicador - reduziu o ritmo de elevação, enquanto o mercado digeria os dados.

Ao longo da tarde, os preços do petróleo chegaram a, inclusive, ameaçar zerar ganhos, mas a divulgação da decisão de juros do Fed, que manteve as taxas inalteradas, devolveu parte da tração aos preços, que reaceleraram na reta final do pregão.

Em relatório, a Capital Economics apontava que em meio ao processo de transição energética, a demanda global por petróleo poderia atingir o pico em meados de 2030, mesmo ano em que a AIE projeta recorde de volume excedente. Para a consultoria, a falta de alternativas ao petróleo em setores-chave e a demanda resiliente no mundo emergente tornam improvável que o pico da demanda pela commodity chegue até o final desta década.

A consultoria pontua que economias emergentes, em especial a Índia, ainda têm potencial para aumentar o consumo de petróleo e que os produtos petroquímicos também pressionarão o consumo, principalmente impulsionados por uma expansão setorial na China.

Já a Oxford Economics, a tendência é de que o preço do petróleo Brent permaneça no patamar de US$ 80 por barril ao longo do segundo semestre. A consultoria pondera que essas commodities, apesar de profundas recessões nos últimos anos, se beneficiaram do aumento nos preços do petróleo nos últimos 12 meses, mesmo que o impulso para seu crescimento de lucro por ação (EPS) diminua.

A avaliação é de que a queda nos estoques de petróleo bruto também está em consonância com um crescimento mais forte do EPS no setor de energia ao longo dos próximos meses.

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