Mercados

Petrobras acelera perdas e derruba Ibovespa

Principal índice da Bovespa abandonava a recuperação inicial e firmava-se no vermelho nesta segunda-feira


	Operadores na Bovespa: às 13h41, o Ibovespa perdia 2,02 por cento, a 47.032 pontos
 (Germano Lüders/EXAME.com)

Operadores na Bovespa: às 13h41, o Ibovespa perdia 2,02 por cento, a 47.032 pontos (Germano Lüders/EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 15 de dezembro de 2014 às 13h01.

São Paulo - O principal índice da Bovespa abandonava a recuperação inicial e firmava-se no vermelho nesta segunda-feira, passado o vencimento dos contratos de opções sobre ações, na esteira da ampliação das perdas da Petrobras .

Às 13h41, o Ibovespa perdia 2,02 por cento, a 47.032 pontos. Na máxima, o índice chegou a subir a 48.401 pontos.

O volume da sessão somava 6,3 bilhões de reais, inflado pelo exercício de opções, que somou 2,588 bilhões de reais, segundo operadores ouvidos pela Reuters.

As ações da Petrobras caminhavam para o sexto pregão consecutivo de queda, após a empresa adiar mais uma vez a divulgação do balanço do terceiro trimestre, devido a novos fatos relacionados à operação Lava Jato que investiga um suposto esquema de corrupção na estatal.

As estatal, porém, reportou alguns números sobre o período, incluindo endividamento líquido de 261,45 bilhões de reais e fluxo de caixa positivo de 4,25 bilhões de reais. Para a equipe do BTG Pactual, os números não são conclusivos e fica difícil interpretá-los como positivos sem ter em mãos ao menos como foi a variação do capital de giro da companhia.

Em nota a clientes, o banco avalia ser difícil a companhia divulgar os dados auditados em janeiro. O Credit Suisse cortou o preço-alvo dos ADRs (recibo de ação) da estatal de 14 para 7,30 dólares, e manteve recomendação "neutra". O noticiário doméstico também pesava nos negócios. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,26 por cento em outubro ante setembro, segundo dados dessazonalizados.

Pesquisa Reuters apontava alta de 0,20 por cento. O ritmo da atividade econômica influenciou a decisão da equipe de mercados emergentes do banco JP Morgan de rebaixar o Brasil para underweight (abaixo da média do mercado).

O banco vê o anúncio da equipe econômica como encorajador, pois o ajuste fiscal reduz o risco país, mas sob preço de menor crescimento e de impostos maiores. Itaú e Bradesco reverteram os ganhos iniciais e passaram a cair. O Goldman Sachs publicou relatório citando que está entrando em 2015 mais cauteloso com bancos brasileiros, e reduziu a recomendação de Itaú para "neutra".

Do noticiário corporativo, Cia Hering perdia 1,8 por cento. A varejista de moda fechou novembro com crescimento de vendas, mas iniciou dezembro com desaceleração nessa linha, afirmou o diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Frederico Oldani.

Na ponta positiva, as ações da Oi subiam após a divulgação de números preliminares de desempenho em outubro e novembro. Em nota a clientes, o Credit Suisse disse que os dados são ligeiramente positivos.

Acompanhe tudo sobre:B3bolsas-de-valoresIbovespaMercado financeiro

Mais de Mercados

Tim Cook diz que Apple enfrenta 'restrições significativas' na cadeia de suprimentos

Em dois meses, Ferrari bate meta do ano para vendas de carros elétricos

Petróleo mais caro e real mais forte elevaram custos de mineração da Vale

Ibovespa abre com quase três horas de atraso; Vale cai após balanço