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Morgan Stanley (MSBR34): ações de empresas chinesas podem cair 20% com crise imobiliária

Desde o final de 2021 o setor imobiliário na China apresentava sinais de criticidades, com o caso mais emblemático representado pela gigante das construções Evergrande
Morgan Stanley (MSBR34) (Shannon Stapleton/Reuters)
Morgan Stanley (MSBR34) (Shannon Stapleton/Reuters)
Carlo Cauti
Carlo CautiPublicado em 02/09/2022 às 09:26.

As ações de empresas chinesas podem cair até 20% em caso de piora da crise do setor imobiliário da China.

A informação foi divulgada pelo banco americano Morgan Stanley (MSBR34) em um relatório.

Desde o começo do ano, o principal índice da Bolsa de Valores de Xangai caiu 12%, e para os analistas do Morgan Stanley essa queda poderia ser de outros 20% em relação aos níveis atuais, por causa dos efeitos econômicos negativos provocados pela crise imobiliária.

Muitos analistas já reduziram a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China para algo próximo de 3% este ano, uma forte queda em relação a previsão de crescimento de 5,5% do começo de 2022.

Em caso de piora da crise imobiliária, mais de 11 milhões de pessoas podem perder seus empregos, elevando a taxa de desemprego urbano para algo próximo de 7%.

Os setores mais afetados pela maioria dos cortes de empregos seriam construção, alojamento e restauração.

Setor imobiliário na China apresenta sinais críticos

Desde o final de 2021 o setor imobiliário na China apresentava sinais de criticidades, com o caso mais emblemático representado pela gigante das construções Evergrande, a empresa mais endividada do mundo, com mais de US$ 300 bilhões em passividades.

A oferta por imóveis está superando amplamente a demanda, e isso gerou uma crise de liquidez e de superendividamento entre as incorporadoras. Uma tendência agravadas pelo envelhecimento progressivo da população chinesa.

Muitos imóveis não foram completados e outros sequer foram iniciados, gerando uma crescente onda de protestos entre a população chinesa, além de preocupações por um possível contágio com o resto da economia do país asiático.

Segundo o Morgan Stanley, no segundo trimestre deste ano, o valor das vendas de imóveis caiu 40% e a demanda de longo prazo por habitação diminua 30% entre 2020 e 2030.

Os analistas do Morgan Stanley estão prevendo que o governo chinês tente rapidamente resgatar o setor imobiliário através de injeção de mais liquidez para tentar ajudar as incorporadoras a terminar a construção de apartamentos.

“O lado bom é que o transbordamento [do setor imobiliário] para o resto da economia continua administrável até agora”, escreveram os analistas do banco americano, alertando, todavia, que o tamanho do mercado imobiliário e “o impulso que se acumulou” não deixa claro as medidas recentes são suficientes.

Segundo o relatório, caso Pequim decida atuar para evitar o colapso do setor, as vendas e os preços dos imóveis poderiam se estabilizar no segundo semestre deste ano.

Todavia, se esses recursos forem limitados os analistas esperam um impacto maior da crise do setor em toda a economia e nas ações de empresas chinesas.

O governo chinês não sinalizou publicamente qual tipo de medida levará adiante para apoiar as construtoras.

Na última quarta-feira, o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, enfatizou o apoio à garantia de entrega de casas, dizendo que os governos locais deveriam adotar uma abordagem flexível no fornecimento de políticas de crédito especiais e empréstimos especiais.