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Morgan Stanley e Itaú mantêm recomendação para Vale

Analistas destacam que a cobrança tributária terá leve impacto negativo para os papéis, que já registram queda

Retroescavadeira opera em mina de carvão da Vale na mina de Moatize, em Moçambique  (Gianluigi Guercia/AFP)

Retroescavadeira opera em mina de carvão da Vale na mina de Moatize, em Moçambique (Gianluigi Guercia/AFP)

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Da Redação

Publicado em 6 de março de 2012 às 13h45.

São Paulo – O Morgan Stanley e o Itaú BBA mantiveram suas recomendações para os papéis da Vale (VALE3, VALE5) após a empresa afirmar que recebeu uma cobrança sobre pendências tributárias. Os analistas, porém, destacaram como a notícia pode afetar negativamente os papéis da empresa.

Em relatório distribuído para clientes, o analista Carlos De Alba, do Morgan Stanley, manteve a recomendação de “equal-weight” (alocação sugerida em linha com a média do mercado) para os ADRs da Vale. “Acreditamos que as cobranças tributárias continuarão limitando o apetite do investidor pelo papel”, afirmou o analista no documento. Segundo Alba, os múltiplos da Vale devem continuar depreciados enquanto o cenário macroeconômico (notícias da China e Europa) não apresentar melhora, e as pressões por maiores royalties e cobrança de obrigações tributárias permanecerem.

Já os analistas do Itaú BBA, que consideraram a notícia “marginalmente negativa” para a Vale, mantiveram a recomendação de “outperform” para o papel, com preço-alvo de 30 dólares para o ADR (potencial de valorização de 24,7%) e de 53 reais para as ações VALE5 (potencial de valorização de 22,40%). “Esse é o primeiro valor a ser efetivamente cobrado da Vale, o que aumenta o risco de decisões similares no futuro”, destacam os analistas Marcos Assumpção e André Pinheiro em relatório enviado para clientes.

Entre os motivos que tornam a notícia negativa para a Vale, os analistas também destacaram no documento que a cobrança de assuntos passados é um dos principais riscos para o ativo citado por investidores estrangeiros.

Segundo informou a Vale na noite de ontem, a empresa recebeu uma cobrança referente a uma parte do auto de infração relativo aos anos 1996-2002, em que discute a incidência de contribuição social sobre o lucro líquido e imposto de renda sobre lucros de controladas e coligadas no exterior. A companhia disse que apresentará os recursos cabíveis e oferecerá bens em garantia no valor de R$ 1,6 bilhão para discussão dos débitos no Judiciário.

Há pouco, as ações VALE5 tinham queda de 2,91%, enquanto VALE3 perdia 2,92%.

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