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Juros seguem em ajuste de baixa, apesar da Focus

O contrato de Depósito Interfinanceiro com vencimento em julho de 2014 projetava 10,84% no fim da sessão regular, na mínima, de 10,86% no ajuste de sexta-feira


	Bovespa: dados do setor externo deram uma contribuição ao movimento nas taxas
 (BM&FBovespa/Divulgação)

Bovespa: dados do setor externo deram uma contribuição ao movimento nas taxas (BM&FBovespa/Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 24 de março de 2014 às 17h40.

São Paulo - Os juros futuros encerraram esta segunda-feira, 24, em queda, dando continuidade ao ajuste já verificado na última sexta-feira e apesar das revisões em alta nas projeções do mercado financeiro para a inflação oficial e a Selic contidas na pesquisa Focus do Banco Central.

Dados do setor externo deram uma contribuição ao movimento nas taxas.

O contrato de Depósito Interfinanceiro com vencimento em julho de 2014 projetava 10,84% no fim da sessão regular, na mínima, de 10,86% no ajuste de sexta-feira.

O DI para janeiro de 2015 apontava 11,17%, de 11,22%. O DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 12,63% (mínima), de 12,73%, e, no trecho ainda mais longo, o DI para janeiro de 2021 projetava 13,05% (mínima), de 13,16%.

No mercado, o déficit em conta corrente de US$ 7,445 bilhões em fevereiro, menor que a mediana das previsões (saldo negativo de US$ 8,1 bilhões), e o Investimento Estrangeiro Direto (IED), de US$ 4,132 bilhões, acima da mediana (entrada de US$ 3,7 bilhões), foram bem vistos pelos investidores.

A leitura é de que o Brasil pode não ter tanta dificuldade quanto se imaginava para fechar as contas.

A agenda interna um pouco mais tranquila e a liquidez tradicionalmente reduzida das segundas-feiras também abriram espaço para a devolução de prêmios, de acordo com profissionais de renda fixa.

Os juros, segundo eles, já haviam subido consideravelmente e, diante de dados considerados razoáveis, os agentes aproveitam para realizar um pouco os lucros. Até porque, embora se espere continuidade do ciclo de aperto monetário, pode haver algum exagero nas elevações da Selic precificadas além da próxima reunião do Copom, em abril.

Na Focus, analistas elevaram de 6,11% para 6,28% a projeção para a inflação medida pelo IPCA em 2014. Já a projeção para a taxa Selic subiu de 11,00% para 11,25%, mantendo a perspectiva de juro em 11% ao ano para o mês de abril.

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