Mercados

DIs sobem atentos a quadro fiscal e commodities

O DI janeiro de 2013 estava em 12,90 por cento, comparado a 12,82 por cento antes.

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 4 de fevereiro de 2011 às 18h37.

São Paulo - As projeções de juros subiram nesta sexta-feira, em um movimento técnico em um dia de agenda doméstica esvaziada.

No call das 16h, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro de 2012 <2DIJF2> projetava 12,42 por cento, ante 12,36 por cento no ajuste da véspera.

O DI janeiro de 2013 <2DIJF3> estava em 12,90 por cento, comparado a 12,82 por cento antes.

"Há uma expectativa do mercado quanto ao reajuste do salário mínimo, que vai mostrar ou não a credibilidade do ajuste fiscal que o govenro vai fazer, e tem a desconfiança sobre o rigor fiscal do novo governo", disse Eduardo Galasini, gerente de renda fixa do Banco Banif.

Nesta sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reuniu-se com centrais sindicais para debater o reajuste do mínimo. Não houve acordo, mas o ministro disse que o governo quer renovar o acordo para o reajuste do salário mínimo que valeu até 2010 [ID:nN04216347].

O mercado aguarda para a semana que vem o anúncio dos cortes do Orçamento, para ver o comprometimento do governo com a questão fiscal.

Muitos analistas dizem que se o governo também atuar no lado fiscal para ajudar a conter a demanda, o aperto monetário feito pelo Banco Central neste ano pode ser mais ameno. Caso contrário, muitos no mercado devem elevar suas previsões para a Selic em 2011. Por enquanto, a maioria projeta um ajuste de 1,50 ponto percentual, sendo que 0,50 ponto percentual já foi dado em janeiro.

"Tem também a crise no Egito, que pressiona o petróleo, o que tem uma pressão inflacionária", acrescentou Galasini.

A agenda interna foi esvaziada nesta sessão. Em meio a isso, pela manhã operadores citaram ajustes técnicos para a alta do mercado.

A semana que vem, por outro lado, deve ter mais notícias para o mercado. Sairão números de inflação --incluindo o IPCA de janeiro, que deve mostrar alta.

Pesquisa da Reuters publicada nesta tarde mostrou que a mediana de 12 previsões apontou para janeiro uma elevação de 0,79 por cento do Índice de Preços ao Consumidor após o avanço de 0,63 por cento em dezembro. A pressão vem sobretudo de transportes, em razão do reajuste de ônibus urbano em algumas capitais brasileiras, e do aumento sazonal dos aluguéis [ID:nN04135371].

(Edição de Nathália Ferreira)

Acompanhe tudo sobre:aplicacoes-financeirasbolsas-de-valoresAções

Mais de Mercados

A visão apocalíptica do mercado sobre empresas de software na era da IA

O inverno chegou para as criptomoedas? Para analistas, tudo indica que sim

Fôlego de última hora não poupou Nvidia de pior semana do ano na bolsa

Lembra dela? DeepSeek derrubou mercados há um ano — como está a empresa hoje?