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Depois de operar entre perdas e ganhos, o Ibovespa desta quarta-feira, 29, fechou em queda. A sessão de hoje foi marcada pela divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos. Junto a isso, a atenção dos investidores esteve na votação dos fundos exclusivos no Senado, além de novos desdobramentos na fusão entre a Vibra (VBBR3) e a Eneva (ENEV3).

Antes da abertura do mercado, a FGV publicou os dados do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) referentes ao mês de novembro. O indicador ficou em 0,59%, abaixo do consenso que apontava para uma alta de 0,6%. Nos últimos 12 meses, o indicador apresentou queda de 3,46%.

“O indicador veio em linha com as projeções e não deve alterar a leitura do mercado de cortes na Selic no atual ritmo de 50 pontos base. Contudo, dados menos melhores no IPCA-15 divulgado nesta semana podem moderar em parte o final do ciclo de juros”, aponta o economista André Perfeito.

Ibovespa hoje

IBOV: -0,30%, aos 126.166 pontos.

E por falar em taxa de juros, são os dados dos EUA que os investidores mais aguardaram nesta quarta-feira. Ainda durante a manhã, os números do produto interno bruto (PIB) do terceiro trimestre vieram acima da leitura anterior e das expectativas – ambos de 4,9%. O Departamento de Comércio mostrou um crescimento de 5,2% no período. Um trimestre antes, a expansão anualizada foi de 2,1%.

Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, destaca que o dado vem na esteira de declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que deram sinais mistos sobre o início do ciclo de corte de juros. “Ontem tivemos dois membros do conselho de governadores do Fed fazendo suas considerações sobre a atual conjuntura do país. De um lado, tivemos a Michelle Bowman falando que o contexto atual ainda é bastante incerto e que se por acaso os dados de inflação mostraram uma resiliência seria favorável a novas altas. Por outro, tivemos Christopher Waller dizendo que a evolução da inflação até o momento o agrada”, explica.

Outro dado considerado crucial para a próxima decisão do Fed, e que também foi divulgado hoje, é a revisão do Índice de Preço sobre Consumo Pessoal (PCE) do período, cuja taxa anualizada subiu 2,8%. O indicador ganhou força depois de avançar 2,5% no segundo trimestre. Já o núcleo, que desconsidera preços de alimentos e energia, aumentou 2,3% no período, desacelerando frente ao acréscimo de 3,7% do trimestre anterior. Ambos os números vieram levemente abaixo da primeira leitura, de 2,9% e 2,4%, respectivamente. 

Por fim, durante a tarde foi a vez do Livro Bege, que revelou as condições econômicas dos 12 distritos do Banco Central americano. De acordo com os empresários consultados pelo Fed, as atividades desaceleraram desde outubro deste ano e as perspectivas para os próximos seis a 12 meses caíram. Segundo o relatório, o crédito ao consumo se manteve saudável, mas alguns bancos registraram alta das inadimplências. Além disso, as vendas no varejo ficaram mistas e as de itens discricionários e bens duráveis diminuíram, à medida que a pressão de preços pesa nos consumidores.

Os números chegaram a gerar certo otimismo nas bolsas de Nova York, mas o ânimo foi perdido depois da divulgação do Livro Bege. Enquanto o Dow Jones teve uma leve alta de 0,04%, S&P 500 e Nasdaq caíram 0,09% e 0,16%, respectivamente. 

Senado aprova tributação de fundos exclusivos

De volta ao Brasil, as atenções ficaram em Brasília, onde o Senado aprovou o projeto de lei que tributa fundos exclusivos e offshores. Sem alterações, o texto será encaminhado para sanção presidencial. As tributações são consideradas essenciais para o Ministério da Fazenda, que visa aumentar a arrecadação federal em 2024 e zerar o déficit nas contas públicas.

Já no radar corporativo, a Vibra recusou a proposta de fusão com a Eneva. "Fica evidente que os termos de troca propostos para a combinação pretendida pela Eneva não possuem qualquer atratividade para os acionistas da Vibra", afirmou a companhia em fato relevante. No fechamento de hoje, os papéis VBBR3 subiram 3,48%, enquanto os da ENEV3 cederam 0,08%.

Outros destaques entre as empresas listadas ficam por conta da Braskem (BRKM5), que subiu 2,25% e chegou a liderar as altas do Ibovespa hoje, após ter a recomendação das suas ações elevadas de venda para neutra pelo UBS BB. Por outro lado, a MRV (MRVE3) caiu 4,64%, depois de anunciar a emissão de debêntures. 

Também caíram no pregão de hoje as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras. PETR3 caiu 1,24%, enquanto PETR4 cedeu 1,18%. “Os papéis engataram queda na véspera da assembleia geral extraordinária, que ocorre nesta quinta, 30, ignorando a valorização do petróleo lá fora”, aponta Fabio Louzada, economista e fundador da Eu me banco. Como o analista lembra, o barril do Brent para fevereiro subiu 1,73%, cotado a US$ 82,88.

Maiores altas do Ibovespa

  • Lojas Renner (LREN3): +3,95%
  • Braskem (BRKM5): +3,85%
  • Casas Bahia (BHIA3): +3,77%

Maiores quedas do Ibovespa

Dólar hoje

O dólar fechou em alta nesta quarta-feira. A moeda americana subiu 0,32%, a R$ 4,888. Na terça, o dólar fechou em queda de 0,57%, cotado a R$ 4,872.

Como é calculado o índice Bovespa?

Principal índice de ações da bolsa brasileira, a B3, o Ibovespa é calculado em tempo real, baseado na média do desempenho dessa carteira teórica de ativos, cada uma com seu peso na composição do índice. 

Funcionando como um termômetro do desempenho consolidado das principais ações para o mercado, cada ponto do Ibovespa equivale a 1 real. Por isso, se o IBOV está em 100.000 pontos, isso quer dizer que o preço da carteira teórica das ações mais negociadas é de 100.000 reais.

Que horas abre e fecha a bolsa de valores?

O horário de negociação na B3 vai das 10h às 18h. A pré-abertura ocorre entre 9h45 e 10h, enquanto o after-market ocorre entre 18h25 e 18h45. Já as negociações com o Ibovespa futuro ocorrem entre 9h e 17h55.

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