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Ibovespa fecha em leve queda em sessão com giro fraco

A Bovespa fechou com o seu principal índice em leve queda após sessão sem tendência definida e giro financeiro reduzido


	Mulher passa em frente a logotipo da Bovespa: o Ibovespa caiu 0,18 por cento, a 48.964 pontos
 (Nacho Doce/Reuters)

Mulher passa em frente a logotipo da Bovespa: o Ibovespa caiu 0,18 por cento, a 48.964 pontos (Nacho Doce/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 30 de maio de 2016 às 17h48.

São Paulo - A Bovespa fechou com o seu principal índice em leve queda nesta segunda-feira, após sessão sem tendência definida e giro financeiro reduzido devido à ausência do referencial de Wall Street em razão de feriado nos Estados Unidos.

O Ibovespa caiu 0,18 por cento, a 48.964 pontos. O volume financeiro da sessão somou 2,1 bilhões de reais contra média diária em 2016 de 7,189 bilhões de reais.

A manutenção de ruídos políticos e apreensão com a aprovação de medidas fiscais respaldaram alguma cautela, enquanto a expectativa de entrada em vigor no final da terça-feira da revisão do índice global MSCI e suas subdivisões, incluindo a do Brasil, também pesou. O Credit Suisse estima uma saída líquida de mais de 1 bilhão de reais da Bovespa em razão do rebalanceamento, que incluiu as ações da geradora de energia AES Tiête e excluiu as ações da empresa de educação Estácio Participações e da companhia de comércio eletrônico B2W.

No exterior, o mercado acionário norte-americano esteve fechado em razão do "Memorial Day".

DESTAQUES

- PETROBRAS fechou com as preferenciais em alta de 1,82 por cento, após uma abertura mais fraca, conforme o petróleo firmou-se em território positivo. Além disso, Aldemir Bendine renunciou ao cargo de presidente-executivo da petroleira em carta enviada ao Conselho de Administração, abrindo caminho para Pedro Parente, indicado pelo Palácio do Planalto, ocupar a posição, segundo uma fonte com conhecimento direto do assunto.

- EMBRAER caiu 2,15 por cento, conforme o dólar firmou-se em queda ante o real, enfraquecendo outras companhias que se beneficiam da alta da moeda norte-americana, entre elas as fabricantes de celulose Suzano e Fibria, apesar de anúncio de alta de preços pela última nesta sessão e pela Suzano na semana passada.

- BANCO DO BRASIL valorizou-se 1,74 por cento, recuperando-se após forte perda na semana passada, quando o papel sofreu com o anúncio de extinção do Fundo Soberano, que detém quantia relevante de ações do banco. Nesta segunda-feira, em evento em São Paulo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que não há pressa na venda de ações do fundo.

- USIMINAS caiu 2,35 por cento, em dia sem viés único entre as siderúrgicas, com GERDAU também recuando, mas menos, enquanto CSN avançou 0,93 por cento. - MRV cedeu 0,91 por cento, novamente pressionada por ruídos relacionados ao programa Minha Casa Minha Vida. O jornal O Globo noticiou que o governo decidiu acabar com os subsídios concedidos aos mutuários mais pobres no programa habitacional.

- QUALICORP avançou 3,96 por cento, após desabar 7 por cento na sexta-feira pressionada por noticiário da operação Acrônimo, que investiga propina na campanha do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT).

- CIELO fechou em baixa de 1,11 por cento, em meio a informações sobre uma possível troca do comando da maior empresa de meios eletrônicos de pagamentos do país. De acordo com o blog O Antagonista, Aldemir Bendine, que está deixando a presidência-executiva da Petrobras, assumirá a presidência da Cielo. A empresa não comentou. A Reuters ouviu de duas fontes com conhecimento direto do assunto que a informação não procede. Na mínima, a ação caiu 2,56 por cento.

- VALE encerrou com as preferenciais caindo 0,18 por cento, em sessão de recuo dos preços do minério de ferro na China.

Texto atualizado às 17h49

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