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Fitch rebaixa perspectiva do setor de papel e celulose

Segundo a agência, a fraca demanda por celulose ameaça a qualidade de crédito das empresas do setor até 2014


	Excesso de oferta de celulose derrubaram os preços da celulose, afetando a dívida das empresas
 (Germano Lüders/EXAME/Exame)

Excesso de oferta de celulose derrubaram os preços da celulose, afetando a dívida das empresas (Germano Lüders/EXAME/Exame)

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Da Redação

Publicado em 17 de outubro de 2012 às 16h57.

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São Paulo - A agência de classificação de risco Fitch alterou hoje a perspectiva do setor de papel e celulosa para negativa. Em seu relatório “Companhias de Celulose na América Latina: Pressão Crescente”, a agência listou uma série de fatores negativos que ameaçam a qualidade de crédito das empresas de celulose de mercado nos próximos 2 a 3 anos.

Segundo a Fitch, neste ano a demanda por celulose foi baixa – e a oferta excessiva – o que resultou em um ambiente de preços fraco. Além disso, o fraco fluxo de caixa operacional elevou a dívida das empresas em termos absolutos e relativos.

A perspectiva é negativa porque em 2013 e 2014 as pressões sobre o custo devem continuar, podendo até se intensificar devido ao aumento da oferta quando 3 novas fábricas de celulose entrarem em funcionamento na América do Sul. Nesses cenários, as empresas devem estar atentas para não sofrerem rebaixamento em seus ratings. 

No longo prazo a situação é um pouco melhor com os baixos custos da fibra sendo uma vantagem competitiva para os produtores de celulose. Além disso, a grande propriedade de terras e florestas também é vista como positiva para a qualidade de crédito, já que existe uma grande demanda por terras vinda de outras indústrias.

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