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Empresas ligadas a private equity devem puxar IPOs

Estudo mostra que no mundo 33% do volume dos processos de IPO no primeiro semestre deste ano tinham por trás fundos de private equity


	Operador da BM&FBovespa
 (Dado Galdieri/Bloomberg)

Operador da BM&FBovespa (Dado Galdieri/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 31 de agosto de 2014 às 17h40.

São Paulo - Os fundos de private equity seguem como protagonistas das aberturas de capital em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Fontes de mercado destacam que a expectativa é que assim que houver uma janela de oportunidade, os private equity deverão puxar a fila para trazer novas empresas à bolsa brasileira.

Estudo da EY mostra que no mundo 33% do volume dos processos de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) no primeiro semestre deste ano tinham por trás fundos de private equity e de venture capital.

Quando se trata de Estados Unidos esse porcentual sobe para 64%.

Esse é o perfil de algumas das empresas que já tornaram pública sua vontade de abrir capital, mas acabaram desistindo devido a uma situação não favorável do mercado.

Unidas, que já recebeu aportes da Kinea, Vinci e Gávea, chegou a pedir registro para IPO na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e desistiu, poderá fazer nova tentativa de acessar o mercado.

Outra empresa que no futuro deverá vir a mercado é a Aceco TI, que neste ano chegou a informar sua intenção de realizar uma oferta, mas acabou de capitalizando exatamente por meio de um aporte de um fundo de private equity, o KKR.

Esse fato deverá funcionar como mais um impulso para o IPO da companhia, já que chegará o momento de desinvestimento.

O panorama para IPOs segue em compasso de espera, mas a expectativa do mercado é de que o final do ano possa trazer algumas ofertas represadas, assim que o cenário de incerteza do período eleitoral se dissipar.

A última janela de oportunidade possível para uma oferta de ações no ano é em dezembro, quando poderão ser utilizados os números do terceiro trimestre para a precificação da oferta.

No escritório Mattos Filho, o número de companhias atendidas que miram o IPO e que possuem participação de fundos de private equity ou financial sponsors chega a aproximadamente metade das operações.

O sócio do escritório, Jean Marcel Arakawa, acredita que passadas as incertezas em relação ao pleito eleitoral, a janela para IPOs poderá se reabrir, trazendo a reboque fundos de private equity em busca de desinvestimento.

Neste ano, a única operação realizada no Brasil foi a da Oi, uma oferta subsequente (follow on). A emissão, de cerca de R$ 14 bilhões, fazia parte da fusão da empresa com a Portugal Telecom.

No ano passado, entre ofertas iniciais e subsequentes, o volume movimentado foi de R$ 23,4 bilhões.

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