Mercados

Eletrobras, OGX e AmBev avançam nesta terça-feira

Ibovespa e demais mercados apresentam ganhos modestos, de olho na aprovação do plano de austeridade proposto pelo governo grego

Eletrobras surpreendeu o mercado com um lucro líquido consolidado de 1,2 bilhão de reais no primeiro trimestre de 2011, uma alta de 672,3% em relação ao mesmo período do ano anterior (TIAGO QUEIROZ)

Eletrobras surpreendeu o mercado com um lucro líquido consolidado de 1,2 bilhão de reais no primeiro trimestre de 2011, uma alta de 672,3% em relação ao mesmo período do ano anterior (TIAGO QUEIROZ)

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Da Redação

Publicado em 21 de junho de 2011 às 12h40.

São Paulo – Seguindo a tendência da maioria dos mercados, o Ibovespa opera no terreno de ganhos nesta terça-feira (21). Na máxima deste pregão o principal índice da bolsa atingia valorização de 0,5%, aos 61.513 pontos. O cauteloso otimismo dos mercados é ancorado na esperança de aprovação do plano de austeridade proposto pelo governo grego.

No entanto, como a situação só terá um desfecho no fim do dia, os negócios globais podem viver uma mistura de nervosismo e cautela antes disso, aumentando a volatilidade nos ativos.

A agenda doméstica revelou uma deflação na segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de junho, de -0,21%, e uma alta perto do teto das estimativas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA-15) deste mês, de 0,23%.

Nos EUA, o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) inicia sua reunião de dois dias de política monetária, com o anúncio da decisão, seguido de uma entrevista à imprensa pelo seu presidente, Ben Bernanke, previsto apenas para amanhã.

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Eletrobras

As ações preferenciais classe B da Eletrobras (ELET6) ganhos os holofotes neste pregão. Os papéis chegaram a registrar uma alta de 3,9% ao preço de 27,39 reais, assumindo o topo de ganhos do Ibovespa.

A empresa surpreendeu o mercado ao registrar um lucro líquido consolidado de 1,2 bilhão de reais no primeiro trimestre de 2011, o que indica uma alta de 672,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita operacional líquida consolidada da empresa aumentou 40,3%, para R$ 7,8 bilhões de reais, ante os 5,6 bilhões de reais dos três primeiros meses de 2010.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou 2,5 bilhões de reais, com expansão de 255,4%.

O resultado financeiro foi negativo em 276,1 milhões de reais, ante um resultado positivo de 325 milhões de reais do mesmo período de 2010. Para a equipe de análise do Itaú BBA, o desempenho operacional deve se refletir no comportamento das ações nos próximos pregões, principalmente nas ações ordinárias, as quais são as mais beneficiadas com a distribuição de dividendos.

O relatório ainda recomenda aos investidores operações de long & short com os ativos da Eletrobras, com ELET3 comprada e ELET6 vendida.

AmBev

Também ganham destaque hoje as ações preferenciais da Ambev (AMBV4), que chegaram a entregar ganhos de 2,3%, valendo 50,85 reais. Nos últimos 12 meses, estes papéis registram valorização de 40,5%.

A agência de classificação de risco Moody’s elevou a nota de moeda estrangeira da AmBev de Baa2 para Baa1. A ação segue o aumento do rating soberano do Brasil, que passou de Baa3 para Baa2. A perspectiva para o rating continua positiva.

Segundo a Moody’s, os ratings refletem a escala da AmBev como a maior cervejaria da América Latina e a quarta do mundo em termos de volume, a diversificação geográfica com operações em 14 países e a posição dominante na maioria dos mercados.

OGX

Em dia de ganhos, a OGX (OGXP3) reduz as fortes perdas de 28% que sofre em bolsa em 2011. A petroleira de Eike Batista valorizava 2,7%, ao preço de 14,49 reais.

Os investidores ainda repercutem, em partes, a conclusão da perfuração do poço Waikiki Horizontal (denominado 9-OGX-44HP-RJS), na Bacia de Campos. O resultado confirmou as expectativas iniciais da empresa em relação à acumulação. A empresa identificou condições de produtividade “excelentes”, segundo comunicado ao mercado.

A notícia é classificada como positiva pelo Itaú BBA, que reiterou a recomendação de compra às ações ordinárias, com um preço-alvo de 27 reais para o final de 2011, um potencial de valorização de 88%.

“Além disso, consideramos que a OGX está melhor posicionada para negociar seu farm-out, já que conta com resultados mais concretos quanto à exploração e com a aproximação do início de produção de petróleo”, avaliam os analistas Diego Mendes e Paula Kovarsky. 

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