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Dólar termina cotado acima de R$ 2,40

O dólar à vista no balcão terminou a sessão cotado a R$ 2,4080, um avanço de 0,54%


	Dólar: foi a 11ª alta da moeda norte-americana nas últimas 12 sessões
 (Getty Images)

Dólar: foi a 11ª alta da moeda norte-americana nas últimas 12 sessões (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 23 de setembro de 2014 às 17h17.

São Paulo - O fortalecimento da candidata à reeleição Dilma Rousseff na simulação de segundo turno da disputa presidencial, conforme mostrou levantamento do CNT/MDA, e a expectativa em torno de uma nova pesquisa, desta vez do Ibope/Estadão/TV Globo, levaram o dólar a fechar acima do patamar de R$ 2,40 na sessão desta terça-feira, 23.

Foi a 11ª alta da moeda norte-americana nas últimas 12 sessões.

O ajuste positivo também indica que o mercado pode estar testando a tolerância do Banco Central à alta de preço, com operadores divididos sobre a possibilidade de a autoridade monetária eventualmente aumentar a oferta de moeda.

O dólar à vista no balcão terminou a sessão cotado a R$ 2,4080, um avanço de 0,54%, a despeito de o viés para a divisa dos EUA no exterior ser misto. Este é o maior patamar desde 12 de fevereiro, quando o dólar terminou cotado a RS 2,4230.

Ao longo da sessão de hoje, oscilou entre a mínima de R$ 2,3880 e a máxima de R$ 2,4130.

Por volta das 16h30, o giro à vista era de US$ 1,898 bilhão, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para outubro avançava 0,27%, a R$ 2,4105.

Agora, as atenções estão voltadas para os números do Ibope, que devem sair após as 18 horas.

Os agentes especulam se a pesquisa confirmará o quadro apontado pela última sondagem da corrida presidencial, da CNT/MDA, que mostrou hoje cedo pela primeira vez a candidata à reeleição, Dilma Rousseff, em vantagem porcentual em relação à adversária Marina Silva (PSB), no segundo turno da corrida presidencial. Tecnicamente, as duas estão empatadas.

O dólar se manteve em alta durante toda a tarde, após uma manhã volátil, em que abriu em leve queda em meio ao otimismo externo moderado com a melhora do PMI industrial da China em setembro.

A moeda passou a se fortalecer ante o real de forma mais intensa após a divulgação dos números da pesquisa CNT/MDA.

O Banco Central vendeu os lotes de swap cambial ofertados em seus dois leilões, de US$ 197,5 milhões no início do dia e mais US$ 196,2 milhões na operação de rolagem de swap de outubro.

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