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Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde junho de 2020

Moeda americana recua mais de 1% e encerra sessão a R$ 4,966 reais; ata do Copom e discurso do Fed favoreceram real

Ata do Copom e discurso do Fed favoreceram real | Foto: Yuji Sakai/Getty Images (Yuji Sakai/Getty Images)

Ata do Copom e discurso do Fed favoreceram real | Foto: Yuji Sakai/Getty Images (Yuji Sakai/Getty Images)

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Beatriz Quesada

22 de junho de 2021, 17h54

O dólar caiu mais de 1% frente ao real nesta terça-feira, 22, e encerrou a sessão abaixo da marca simbólica dos 5 reais. A moeda americana sofreu desvalorização de 1,13%, sendo negociada a 4,966 reais. É a primeira vez que a cotação fica abaixo de 5 reais num fechamento desde 10 de junho do ano passado, quando terminou em 4,9398 reais.

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O câmbio foi favorecido pela ata ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta manhã. O documento mostra que o Comitê espera um novo aumento na taxa em 0,75 ponto na reunião de agosto dependendo dos riscos de inflação e das expectativas de recuperação, sem fechar a porta para um aperto monetário mais forte. 

Parte do mercado entendeu que o posicionamento mais duro em relação à inflação poderia fazer o BC elevar a taxa de juros em 1 ponto percentual na reunião de agosto, o que atraiu dólares para o mercado nacional. Isso porque as operações de carry trade – que envolvem tomar crédito em economias de juro baixo e aplicar em países com taxas maiores – crescem em atratividade.

Investidores também avaliaram o discurso de Jerome Powell, presidente do Fed (Federal Reserve, banco central americano), em testemunho hoje à Câmara sobre medidas para conter a crise econômica do coronavírus. 

Em discurso divulgado pelo Fed na noite de ontem, Powell reforça ainda que o atual salto da inflação deve ser temporário, o que pode manter as taxas nos Estados Unidos próximas a zero, favorecendo a migração de dólares para fora dos EUA.