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Dólar comercial sobe pelo 4º dia seguido a R$ 1,713

Por Silvana Rocha São Paulo - Após cair no início dos negócios, devolvendo parte do ganho de ontem, o dólar no mercado interbancário de câmbio passou a subir em meio à expectativa de atuação do Banco Central e acompanhando a valorização da moeda dos EUA no exterior. O dólar comercial fechou em alta de 0,23%, […]

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Da Redação

Publicado em 10 de dezembro de 2010 às 18h41.

Por Silvana Rocha

São Paulo - Após cair no início dos negócios, devolvendo parte do ganho de ontem, o dólar no mercado interbancário de câmbio passou a subir em meio à expectativa de atuação do Banco Central e acompanhando a valorização da moeda dos EUA no exterior. O dólar comercial fechou em alta de 0,23%, a R$ 1,713. Foi o quarto dia consecutivo de alta. No período, o dólar comercial acumula ganho de 2,03%. No mês, no entanto, a moeda apresenta baixa de 0,12% e, no ano, uma perda de 1,72%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista subiu 0,29%, cotado a R$ 1,715.

O ajuste de alta da moeda acelerou no início da sessão vespertina, após o leilão de compra do BC realizado depois do meio-dia. Por volta das 14h30, o dólar comercial atingiu a máxima de R$ 1,721 (+0,70%). "Havia dúvidas se a autoridade monetária faria um outro leilão mais tarde, o que ajudou a sustentar os ganhos. Contudo, essa expectativa foi frustrada pelo segundo dia consecutivo e, no mercado externo, o dólar desacelerou os ganhos ante o euro", disse um operador para justificar a redução da alta da moeda dos EUA. No único leilão do dia, a taxa ficou em R$ 1,7153.

Os agentes do mercado, contudo, estão sensíveis à possibilidade de uma ação mais contundente do governo para conter a apreciação do real, como prometeu ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega. É consenso nas mesas de operação de que a Fazenda e o BC não toleram uma desvalorização do dólar muito abaixo de R$ 1,70. Bastou o dólar ceder a R$ 1,679 na segunda-feira para o BC retomar os dois leilões de compra na terça-feira e, ainda, Mantega voltar a avisar ontem que o governo agirá para impedir uma valorização acentuada do real.

No mercado internacional, ao mesmo tempo em que dados melhores da economia dos EUA favoreceram a subida do dólar, a dúvida sobre a aprovação do pacote de ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Irlanda na semana que vem continuou pressionando o euro para baixo. Além disso, o Banco do Povo da China (PBOC) anunciou a elevação de 0,5 ponto porcentual do depósito compulsório dos bancos - o sexto neste ano -, com validade a partir do dia 20. Apesar de esta medida contribuir para o controle da demanda e da inflação, persiste o sentimento de que o emergente asiático estaria na iminência de aumentar o juro, diante de novos dados fortes de exportação e importação no mês passado e da expectativa com a divulgação do índice de inflação (CPI) também de novembro amanhã.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar teve baixa de 1,12% hoje, negociado em média a R$ 1,773 na ponta de venda e a R$ 1,67 na compra. O euro turismo caiu 1,26%, cotado a R$ 2,347 (venda) e R$ 2,217 (compra).

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