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DIs sobem com perspectiva de solução para Europa

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 estava na máxima de 10,55%, ante 10,45% no ajuste de ontem

Com a agenda doméstica vazia, o foco dos investidores em juros se voltou para o exterior (Marcel Salim/EXAME.com)

Com a agenda doméstica vazia, o foco dos investidores em juros se voltou para o exterior (Marcel Salim/EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 14 de outubro de 2011 às 17h28.

São Paulo - As expectativas positivas oriundas do encontro dos ministros das Finanças do G-20 imprimiram otimismo aos investidores, fazendo com que houvesse acúmulo de prêmios ao longo de toda a curva a termo de juros futuros. As principais discussões que ocorrem em Paris, na reunião de hoje e amanhã, se dão em torno de ampliar os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e dos planos das autoridades europeias para lidar com a crise da região.

Os ministros das Finanças de França e Alemanha, François Baroin e Wolfgang Schaeuble, afirmaram que os dois países estão se aproximando de um consenso sobre um pacote abrangente para estabilizar a zona do euro que vai aumentar o poder de fogo do fundo de resgate do bloco e fortalecer os bancos da região. Ainda que em menor grau, os dados positivos das vendas do varejo nos EUA também contribuíram para a valorização dos ativos.

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (331.440 contratos) estava na máxima de 10,55%, ante 10,45% no ajuste de ontem, enquanto o DI janeiro de 2014, com giro de 144.870 contratos, avançava para 10,86%, também na máxima, de 10,74% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (33.480 contratos) subia a 11,34%, de 11,19%, e o DI janeiro de 2021 (3.780 contratos) marcava 11,34%, de 11,21% no ajuste.

Com a agenda doméstica vazia, o foco dos investidores em juros se voltou para o exterior. Em Paris, os ministros das Finanças e os presidentes dos Bancos Centrais do G-20 estudam um plano que dobrará os recursos do FMI para US$ 750 bilhões antes de 2012, o prazo previsto originalmente. A proposta é parte dos esforços para elevar a segurança financeira líquida mundial em meio à crise da dívida da Europa, de acordo com uma fonte envolvida nas conversações. Outra fonte afirmou, porém, que as conversas estão apenas em estágio inicial.

E os Estados Unidos reforçaram o noticiário positivo do dia. As vendas no varejo norte-americano tiveram um comportamento melhor do que o esperado em setembro, ao subirem 1,1% ante agosto, enquanto os economistas esperavam avanço de apenas 0,8%. Esse dado jogou para escanteio o índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan de meados de outubro, que caiu para 57,5, de 59,4 em setembro e ante projeção de 60.

Diante deste quadro de otimismo, as bolsas subiram e as commodities registraram ganhos consistentes, o que não é positivo para a estratégia do Banco Central, que justificou a queda da Selic em agosto com o agravamento da crise e o viés desinflacionário que este novo cenário traria para a inflação. Hoje, o petróleo WTI para novembro avançou 3,05%, a US$ 86,80 o barril na Nymex. O contrato de cobre para três meses na London Metal Exchange (LME) teve ganho de 3,20%.

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