Mercados

Decisão sobre juro no Brasil é destaque da semana

Copom se reúne na próxima semana e deve elevar a taxa básica de juros pela primeira vez desde 2008

Mercado já aposta em uma elevação de 0,75 p.p. na taxa Selic (.)

Mercado já aposta em uma elevação de 0,75 p.p. na taxa Selic (.)

DR

Da Redação

Publicado em 23 de abril de 2010 às 18h44.

São Paulo - A terceira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2010 ocupa o centro das atenções dos investidores na agenda econômica da próxima semana. O encontro, na quarta e quinta-feira (28 e 29),  não reserva surpresas na intenção de aumentar pela primeira vez em dois anos da taxa básica de juros, a Selic.

Apesar do consenso, o mercado permanece dividido quanto à magnitude do aumento, apostando além do 0,5 ponto percentual. "A demanda cresce em ritmo chinês, e o cenário aquecido estimulou a revisão de estimativas", aponta Hamilton Moreira Alves, analista do BB Investimentos.

Ainda na agenda doméstica, serão divulgados o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) de abril na terça-feira (27), além do  IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) de abril e a taxa de desemprego de março, ambos na quinta-feira (29).

Mundo

No calendário internacional, as atenções vão para os números do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no primeiro trimestre na sexta-feira (30). A expectativa do mercado, medida pela Briefing.com, é de alta anual de 3,5% em relação aos três meses anteriores.

A estimativa é reflexo dos sinais de recuperação lenta porém concreta da economia americana, aponta Márcio Cardoso, diretor da Título Corretora. "Os resultados do país tem sido melhor que o esperado. A recuperação é mais veloz que a europeia e atrás apenas do crescimento dos emergentes", explica. 

Acompanhe tudo sobre:bolsas-de-valoresAçõesAgenda do dia

Mais de Mercados

Quanto eu teria hoje se tivesse investido R$ 10 mil em ações da Ambev há 20 anos

Bradsaúde vê disputa por alta renda crescer, mas diz 'não abrir mão da rentabilidade'

Bradsaúde mantém cautela, mas vê estabilidade da sinistralidade em 12 meses

Ibovespa ganha força com apetite por risco global e balanços no radar