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De 141 mil a 160 mil: para onde vai o Ibovespa em 2024?

Bolsa acumula alta de 23% neste ano; índice opera em torno da máxima histórica

Painel de cotações da B3: bolsa pode chegar a até 160 mil pontos em 2024 na projeção mais otimista (Germano Lüders/Exame)

Painel de cotações da B3: bolsa pode chegar a até 160 mil pontos em 2024 na projeção mais otimista (Germano Lüders/Exame)

Beatriz Quesada
Beatriz Quesada

Repórter de Invest

Publicado em 26 de dezembro de 2023 às 08h03.

Última atualização em 26 de dezembro de 2023 às 09h48.

O final de ano tem sido generoso para a bolsa brasileira. Embalado pela perspectiva de corte de juros nos Estados Unidos, o Ibovespa engatou no rali de dezembro e opera na máxima histórica, aos 132.750 pontos – alta de 23,4% no ano. 

Em meio ao otimismo recente com o índice, os analistas divulgaram suas projeções de pontuação para o Ibovespa no próximo ano. Os mais pessimistas enxergam o índice na casa dos 141.000 pontos, uma alta de 6,2% em relação ao patamar atual. Os mais otimistas, por outro lado, esperam uma alta de até 20,5% em 2024, que levaria o Ibovespa ao patamar dos 160.000 pontos.

Abaixo, as estimativas de BB Investimentos, Itaú BBA e Santander:

BB Investimentos: Ibovespa a 141 mil pontos

O BB Investimentos tem uma das perspectivas mais conservadoras para o Ibovespa. Ainda assim, o relatório aponta que o índice reúne condições para oferecer um dos maiores retornos entre as classes de ativos em 2024.

"Não apenas pelo nível elevado de desconto frente a bolsas de economias centrais e de países emergentes, mas pelo impulso que o ambiente de política monetária no Brasil e no exterior podem proporcionar. Continua vigente nossa abordagem que privilegia qualidade dos resultados entre as indicações, mas alertamos os investidores para que acompanhem as teses mais cíclicas."

A avaliação é de que o ambiente global segue complexo, com perda de dinâmica de crescimento. E isso sugere menor visibilidade em relação aos resultados esperados para as companhias mais expostas às commodities. Em contrapartida, esse contexto pode ser benéfico para a redução dos rendimentos dos treasuries americanos, promovendo maior apetite a ativos de risco globalmente.

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Itaú BBA: Ibovespa a 145 mil pontos

O Itaú BBA foi um dos primeiros a divulgar suas expectativas, ainda em novembro. A projeção é que o índice alcance os 145.000 pontos – alta de 9,2% em comparação ao patamar atual – embalado pelos cortes na taxa básica de juros que devem levar a Selic ao patamar de um dígito. O reflexo na bolsa variável deve ser a recuperação do lucro das empresas brasileiras e, consequentemente, do preço de suas ações.

“O momentum operacional das companhias tende a melhorar e voltaremos a ter crescimento de lucro. Parece que estamos chegando no fundo do poço desse ciclo”, disse Gewehr, em entrevista à Bloomberg. “Em uma escala de 0 a 10 — com 10 sendo mais otimistas —, estamos 7 no Brasil.”

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Santander: Ibovespa a 160 mil pontos

O Santander é o mais otimista com as perspectivas para a renda variável. Em relatório, o banco pontua que desde o início do ciclo de cortes na taxa básica de juros, que de agosto para cá fez a Selic sair dos 13,75% ao ano para 11,75%, o índice já subiu 15%. “Mas ainda vemos espaço para uma recuperação mais forte, com Ibovespa atingindo 160 mil pontos até o final de 2024.”

Entre as justificativas, estão o aumento da probabilidade de um “pouso suave” na economia dos Estados Unidos — que Santander acredita que levará ao corte das taxas pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) no segundo semestre de 2024.

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