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Bovespa abre perto da estabilidade de olho nos EUA

Por Olívia Bulla São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia próximo da estabilidade, à espera do relatório de novembro sobre o mercado nos EUA, a ser divulgado às 11h30 (horário de Brasília). O relatório concentra as atenções dos mercados globais hoje e será o grande teste para o […]

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Da Redação

Publicado em 3 de dezembro de 2010 às 10h07.

Por Olívia Bulla

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia próximo da estabilidade, à espera do relatório de novembro sobre o mercado nos EUA, a ser divulgado às 11h30 (horário de Brasília). O relatório concentra as atenções dos mercados globais hoje e será o grande teste para o entusiasmo exibido pelos investidores neste início de mês. No Brasil, as medidas anunciadas hoje pelo Banco Central (BC) reduzem o temor de um aumento dos juros básicos em breve. Porém, as novidades não devem aliviar a pressão sobre os papéis voltados à demanda interna, uma vez que as novas regras têm como objetivo conter o crédito no País. Às 11h05 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 0,10%, para 69.458 pontos.

O BC brasileiro anunciou hoje uma série de medidas que retiram incentivos à economia e tendem a reduzir o ritmo de aumento do crédito, com um impacto previsto de R$ 61 bilhões. A autoridade monetária aumentou o compulsório bancário sobre depósitos à vista e a prazo. O mecanismo influencia o crédito disponível e as taxas de juros cobradas, ao mesmo tempo em que tenta conter a inflação. Em relatório, a equipe de analistas da Um Investimentos, avalia que o movimento do BC "foi considerado uma surpresa" e pode impactar diretamente a Bolsa, com destaque para as ações do setores financeiro e de consumo.

No pregão de ontem, rumores de que a Selic (a taxa básica de juros) poderia subir já em dezembro inibiu os negócios no Brasil, que não acompanharam os ganhos na Europa e nos EUA. Mas ainda que os passos do BC tenham efeitos pontuais sobre a Bovespa hoje, o mercado acionário doméstico deve seguir colado aos principais mercados globais, que estão focados nos dados de emprego dos EUA. A agenda norte-americana ainda reserva para as 13 horas (horário de Brasília) a divulgação do índice ISM do setor de serviços. No mesmo horário, saem os dados das encomendas às indústrias em outubro.

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