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Bolsa recua com blue chips, mas Kroton avança

Às 11:24, o Ibovespa caía 0,64 por cento, a 84.998 pontos

Bovespa: principal índice de ações da B3 cedia na manhã desta segunda-feira (Germano Lüders/Exame)

Bovespa: principal índice de ações da B3 cedia na manhã desta segunda-feira (Germano Lüders/Exame)

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Reuters

Publicado em 23 de abril de 2018 às 11h15.

Última atualização em 23 de abril de 2018 às 11h29.

São Paulo - O principal índice de ações da B3 cedia na manhã desta segunda-feira, em meio a um viés misto no mercado financeiro internacional, com queda nas principais blue chips, enquanto as ações da Kroton eram destaque positivo após anunciar compra do controle da Somos Educação.

Às 11:24, o Ibovespa caía 0,64 por cento, a 84.998 pontos. O volume financeiro era de 2 bilhões de reais.

Em nota a clientes mais cedo, a XP Investimentos destacou que os investidores estão cautelosos com o aumento no rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano.

No exterior, Wall Street oscilava ao redor da estabilidade, enquanto os rendimentos dos Treasuries avançavam, tendo no radar alta na expectativa de inflação de longo prazo nos EUA. O rendimento dos títulos de 10 anos [US10YT=RR] subiam a cerca de 3 por cento pela primeira vez desde janeiro de 2014.

De acordo com o operador de uma corretora no Rio de Janeiro, no Brasil pesa o cenário ainda bastante aberto para as eleições deste ano.

Do ponto de vista técnico, a equipe da J. Safra Corretora avalia que o Ibovespa para subir mais no curto prazo precisa ir acima de 86.300 pontos. "No campo inferior, tem o próximo suporte em 79.700 e o rompimento deste abriria caminho para mais realizações no curto prazo."

Destaques

- KROTON ON avançava 2,07 por cento, após anunciar a compra do controle da Somos Educação, da Tarpon Gestora de Recursos, por 4,566 bilhões de reais, em sua segunda aquisição no segmento de educação básica em menos de um mês. A ação da Somos, que não está no Ibovespa, subia 46,2 por cento. O papel da Tarpon saltava 25 por cento

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON recuavam 1,57 e 2,17 por cento, respectivamente, em sessão negativa para os preços do petróleo no mercado externo.

- VALE ON caía 0,63 por cento, também pesando no índice, apesar da alta do preço do minério de ferro à vista na China.

- ITAÚ UNIBANCO PN e BRADESCO PN recuavam 1,24 e 1,05 por cento, em sessão negativa para o setor bancário como um todo, com BANCO DO BRASIL ON liderando as perdas entre os bancos no Ibovespa, com queda de 2,79 por cento, após analistas do JPMorgan cortarem a recomendação das ações para 'neutra'.

- HYPERA ON cedia 4,55 por cento, tendo no radar reportagem do jornal Valor Econômico sobre iminente mudança no comando da companhia, em meio as investigações envolvendo a delação premiada de um ex-executivo da empresa. A farmacêutica negou nesta segunda-feira a notícia de que estaria promovendo alterações da sua diretoria.

- LOJAS AMERICANAS PN subia 0,79 por cento, favorecida por comentários da equipe do BTG Pactual, de que o papel segue como uma das principais recomendações da casa para o ano, combinando melhora de resultado na divisão de lojas físicas com perspectiva muito favorável para a sua controlada B2W, voltada para o comércio eletrônico.

- INTERMÉDICA ON, que não está no Ibovespa, tinha alta de 17,27 por cento, a 19,35 reais, em sua estreia na B3 após precificar na semana passada sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) a 16,50 reais por ação, um pouco acima do centro da faixa indicativa de 14,50 reais a 17,50 reais por ação.

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