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O S&P 500 pode ter entrado em “bull market” técnico na semana passada, mas Michael Hartnett, do Bank of America, diz que este não é o início de um novo grande rali das bolsas.

O estrategista, que previu corretamente a onda vendedora de ações no ano passado, disse em nota nesta sexta-feira que não está convencido de que este seja o começo de um “novo e brilhante ‘bull market’”. O mercado atual se parece mais com 2000 ou 2008, com um “grande rali antes do grande colapso”, escreveu Hartnett no relatório semanal do banco sobre os fluxos de investimento em várias classes de ativos.

Ele vê potencial de alta de 150 pontos no S&P 500 contra 300 pontos de queda até o feriado do Labor Day em 4 de setembro. O índice subiu 15% este ano, para 4.425,84.

A projeção de Hartnett em fevereiro de que o S&P 500 cairia para 3.800 pontos até 8 de março não se concretizou, depois que investidores apostaram em empresas de tecnologia em uma mudança defensiva. Segundo sua análise, ele e outros estrategistas mais cautelosos erraram no primeiro semestre porque a economia dos EUA conseguiu evitar uma recessão e uma crise de crédito, além de classificar o rali de tecnologia impulsionado pela inteligência artificial de um “evento imprevisto”.

Fed

Até que o Federal Reserve “reintroduza o medo” por meio de uma meta mais alta para os juros e a taxa de desemprego supere 4% em um sinal de recessão, os mercados acionários podem permanecer altos e os spreads de crédito baixos, escreveu.

Ao mesmo tempo, estrategistas do Citigroup liderados por Beata Manthey disseram que o mercado dos EUA pode continuar a superar as bolsas europeias, embora o rali seja puxado por relativamente poucas ações. A equipe do Citi destaca que, historicamente, o S&P 500 e ações de crescimento tendem a mostrar desempenho superior após um estreitamento da amplitude.

“Descobrimos que estreitar a liderança por si só não é motivo para ‘vender o mercado’”, disseram os estrategistas do Citi em nota, acrescentando que as ações negociam em nível mais alto, em média, após o estreitamento dos mercados, “embora a volatilidade também aumente”.

Nos destaques semanais dos fluxos de ativos do relatório do BofA, de acordo com dados da EPFR Global, ações registraram entradas de cerca de US$ 22 bilhões na semana até 14 de junho, enquanto títulos receberam US$ 6,7 bilhões.

Entre as regiões, as ações dos EUA lideraram as entradas com US$ 23,8 bilhões, seguidas pelo Japão, com US$ 2,2 bilhões. Fundos de ações de mercados emergentes mostraram entradas de US$ 1,1 bilhão, enquanto a Europa registrou saídas de US$ 2,4 bilhões.

O setor de tecnologia liderou as entradas entre os setores, enquanto concessionárias de serviços públicos lideraram as saídas.

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