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Banco Central Europeu sinaliza alta gradual dos juros em julho e setembro

Ata da última reunião de política monetária deixa claro que 'gradualismo' não deve impedir o aumento dos juros

Sede do Banco Central Europeu (BCE), em Frankfurt, na Alemanha 26/04/2018 REUTERS/ (Kai Pfaffenbach/Reuters)
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Carlo Cauti

Publicado em 7 de julho de 2022 às 12h53.

O Banco Central Europeu (BCE) divulgou nesta quinta-feira, 7, a ata da última reunião do comitê de política monetária, ocorrida entre os dias 8 e 9 de junho.

Segundo o documento do BCE, o "gradualismo" vai continuar sendo "um dos quatro princípios orientadores para o processo de normalização da política monetária, entendendo que isso não exclui etapas da taxa de juros em incrementos superiores a 25 pontos base se e quando necessário para proteger a estabilidade de preços no médio prazo".

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A autoproclamada abordagem "gradual" do Banco Central Europeu para aumentar as taxas de juros não significa necessariamente que a ação de alta nas taxas de juros será lenta ou incremental.

Enquanto a maioria dos diretores apoiou os planos de subir as taxas de juros em um quarto de pontos em julho, vários outros quiseram manter a porta aberta para um passo maior.

"Houve concordância de que o gradualismo não deve necessariamente ser interpretado como uma ação lenta em pequenos passos. Portanto, os membros sentiram que a sucessão sustentada de aumentos de taxas ao longo dos próximos trimestres – conforme refletido na trajetória da taxa embutida nas expectativas do mercado e nas projeções da equipe – poderia ser caracterizada como gradual", aparece no documento.

BCE salienta inflação persistente

Na ata, o BCE indicou como "a volatilidade nos mercados financeiros foi alta pelos padrões históricos, refletindo a persistência mais longa do que o esperado da inflação alta e a incerteza associada sobre a extensão e o ritmo do ajuste da política monetária necessário para restaurar a estabilidade de preços no médio prazo".

O BCE passou a sinalizar um movimento maior em setembro e, com a inflação em recorde e projetada para ultrapassar a meta de 2% até 2024, comprometeu-se com um “caminho sustentado” de aumentos depois disso.

Segundo o BCE, um incremento maior do que 25 pontos base será decretado na reunião de setembro se as perspectivas para a inflação de médio prazo não melhorarem até então.

"Um aumento da taxa em um incremento maior sinalizaria a intenção do Conselho do BCE de mover a taxa da facilidade permanente de depósito para o território positivo, encerrando um período de oito anos de taxas negativas", aparece no documento do BCE.

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