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Casas Bahia (BHIA3) reduz dívida em R$ 2,3 bilhões no 3º trimestre

Grupo reduziu endividamento líquido após reperfilar debêntures e emitir nova dívida em quatro séries

Em agosto deste ano, a gestora Mapa Capital se tornou a maior acionista da Casas Bahia (Casas Bahia/Divulgação)

Em agosto deste ano, a gestora Mapa Capital se tornou a maior acionista da Casas Bahia (Casas Bahia/Divulgação)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 30 de dezembro de 2025 às 08h40.

A Casas Bahia (BHIA3) concluiu a operação de reestruturação da sua dívida, com redução de cerca de R$ 3 bilhões em seu passivo total. A informação foi divulgada na segunda-feira, 29, por meio de fato relevante ao mercado.

O processo envolveu o reperfilamento da 10ª emissão de debêntures e a emissão de uma nova, a 11ª, dividida em quatro séries. A medida faz parte do plano de transformação financeira da companhia.

Segundo a empresa, a operação resultou numa redução de R$ 2,3 bilhões no endividamento líquido pró-forma do terceiro trimestre, em linha com o plano anunciado anteriormente.

Além disso, a renegociação prevê uma economia de aproximadamente R$ 1,5 bilhão em despesas financeiras entre 2026 e 2030, o que representa uma economia total de caixa estimada em R$ 4,7 bilhões ao longo do período.

A Casas Bahia também destacou o impacto no perfil de risco da companhia. A reestruturação pode gerar redução nos spreads de crédito, melhora nas condições com fornecedores, seguradoras e novos credores.

O plano das Casas Bahia

A Casas Bahia implementou um grande plano de reestruturação financeira, aprovado em assembleia em dezembro de 2025, focando em alongar dívidas, converter parte delas em ações e reduzir pressão de caixa.

Em agosto deste ano, a gestora Mapa Capital se tornou a maior acionista da Casas Bahia depois de uma conversão de R$ 1,6 bilhão de dívidas em ações. A gestora ficou com três assentos no colegiado da varejista, de um total de sete.

Hoje, o colegiado é formado por cinco membros e deve ser acrescido de duas cadeiras.

Fundada em 2013 por ex-executivos do Itaú BBA, a Mapa Capital se define como uma gestora de “gestão de participações” e “capital solutions" e assumiu a dívida referente a debêntures que pertenciam ao Banco do Brasil e ao Bradesco.

A gestora ficou responsável pela condução do negócio e por carregá-lo no balanço – apostando na valorização dos papéis no longo prazo.

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