Borborema: Projeto da Aura no Rio Grande do Norte (Aura Minerals/Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 08h57.
A Aura Minerals, mineradora que listou ações em Nova York no ano passado, avançou mais uma etapa no Projeto Era Dorada, na Guatemala, ao receber autorização para dar início às obras preliminares do empreendimento. Era a última pendência regulatória para o desenvolvimento do ativo, adquirido pela mineradora em 2025, e marca a transição do projeto para a fase operacional.
Segundo a companhia, os trabalhos iniciais já em curso envolvem programas ambientais, supressão controlada de vegetação, desvio da estrada principal, abertura de vias internas, desaguamento da mina e preparação de plataformas para equipamentos e instalações temporárias. O Estudo de Viabilidade do projeto foi protocolado junto à SEC, nos Estados Unidos, e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no Brasil.
O Era Dorada, anteriormente conhecido como Cerro Blanco, passou a integrar o portfólio da Aura após a aquisição da Bluestone Resources, concluída em janeiro do ano passado. Na ocasião, o projeto já contava com todas as licenças preliminares para a operação de uma mina subterrânea. A liberação agora concedida completa o licenciamento necessário para o início efetivo da construção.
A mineradora afirma que a obtenção da licença foi resultado de um processo prolongado de diálogo com autoridades e comunidades locais. De acordo com a empresa, mais de 850 horas foram dedicadas a fóruns permanentes de escuta e esclarecimento sobre o projeto, incluindo a decisão formal de desenvolver o ativo exclusivamente por meio de mineração subterrânea — modelo considerado menos invasivo do ponto de vista ambiental.
Localizado no sudeste da Guatemala, no departamento de Jutiapa, o projeto está a cerca de 160 quilômetros da Cidade da Guatemala e próximo à fronteira com El Salvador. A área é atendida pela Rodovia Pan-Americana e fica próxima a uma subestação elétrica com capacidade de 20 MW.
A Aura planeja priorizar a contratação de mão de obra local, aproveitando a disponibilidade de trabalhadores treinados após o fechamento da mina Marlin, em 2017, com custos de capacitação já previstos no orçamento do empreendimento.
Com o avanço do Era Dorada, a Aura reforça sua estratégia de expansão nas Américas, apoiada em um portfólio que combina minas em operação e projetos em desenvolvimento, com foco declarado em disciplina operacional, previsibilidade regulatória e relacionamento com comunidades locais.
No mercado de ações, a Aura tem se beneficiado da valorização dos preços internacionais do ouro.