Mercados

Ata do Copom rearranja DIs; curtos sobem e longos recuam

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 estava em 8,93, ante 8,67% no ajuste

O DI janeiro de 2017, com giro de 79.780 contratos, apontava a mínima de 10,70%, de 10,82% ontem (Luiz Prado/Divulgação/BM&FBOVESPA)

O DI janeiro de 2017, com giro de 79.780 contratos, apontava a mínima de 10,70%, de 10,82% ontem (Luiz Prado/Divulgação/BM&FBOVESPA)

DR

Da Redação

Publicado em 15 de março de 2012 às 17h09.

São Paulo - O mercado futuro de juros reagiu de forma significativa à percepção de que há um piso para o nível da taxa Selic que não é inferior a 9%. A ata do Copom deflagrou um forte movimento de acumulação de prêmio nas taxas curtas pela manhã, parcialmente revertido no meio da tarde. No mesmo período, as taxas longas aprofundaram o declínio que já havia sido estimulado inicialmente pelo documento divulgado pelo Banco Central.

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (659.945 contratos) estava em 8,93, ante 8,67% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (704.405 contratos) marcava 9,56%, de 9,39% na véspera. O DI janeiro de 2017, com giro de 79.780 contratos, apontava a mínima de 10,70%, de 10,82% ontem, e o DI janeiro de 2021 (12.115 contratos) indicava a mínima de 11,20%, de 11,39%. Os volumes dos contratos negociados também foram significativos nesta quinta-feira.

A partir da ata do Copom, o entendimento de grande parte dos agentes do mercado é o de que o ciclo de relaxamento monetário deve se encerrar com a taxa Selic em 9%, ante o nível atual de 9,75%.

Esta percepção provocou ajustes tanto nas taxas longas quanto nas curtas, principalmente, por parte dos participantes que esperavam um nível abaixo de 9% para a Selic ao final do ciclo atual e previam, como consequência, aumento adicional das pressões inflacionárias em horizontes mais longos.


Mas foram rumores, no meio da tarde, de que membros do governo veem o juro em nível historicamente baixo por um longo período, que fizeram alguns vértices curtos e longos buscarem mínimas nesta quinta-feira.

Segundo o documento do BC, o "Copom atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizando". A percepção de participantes do mercado é de que o BC antecipou em um único movimento parte importante da redução do juro básico, movimento chamado de 'frontload' pelos participantes do mercado.

O BC ainda retirou a menção à continuidade da deterioração do cenário externo e apontou que estão ocorrendo mudanças no padrão de crescimento em casos específicos de países emergentes. Quanto aos preços, o BC mantém a projeção de que a "inflação acumulada em doze meses, que começou a recuar no último trimestre, tende a seguir em declínio e, assim, a se deslocar na direção da trajetória de metas". O documento ofuscou, no mercado de juros, a divulgação de dados econômicos no ambiente externo nesta quinta-feira. Quanto à Grécia, o Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou empréstimo de 28 bilhões de euros ao país.

Acompanhe tudo sobre:aplicacoes-financeirasB3bolsas-de-valoresJuros

Mais de Mercados

Como ações de empresas patrocinadoras da Copa estão se saindo no Mundial

Desaceleração do emprego nos EUA não garante que Fed não subirá juros, dizem analistas

Ibovespa sobe forte com 'payroll' abaixo do esperado e dólar em queda

Advent avança na Natura e se aproxima de 8% do capital da companhia