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Embraer desacelera no 4º tri, mas tem receita recorde em 2025

Fabricante brasileira cresce 18% no ano, impulsionada por Defesa e Aviação Executiva, e encerra período com carteira de pedidos recorde de US$ 31,6 bilhões

Embraer: empresa teve receita recorde em 2025 (Leandro Fonseca /Exame)

Embraer: empresa teve receita recorde em 2025 (Leandro Fonseca /Exame)

Publicado em 6 de março de 2026 às 07h40.

Última atualização em 6 de março de 2026 às 08h34.

A Embraer (EMBJ3) registrou receita recorde de R$ 41,9 bilhões em 2025, alta de 18% em relação ao ano anterior e acima do limite superior das projeções da companhia.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelos segmentos de Defesa & Segurança e Aviação Executiva, que avançaram 36% e 24% no período, respectivamente.

O EBIT ajustado somou R$ 3,6 bilhões, com margem de 8,6%, também acima das estimativas divulgadas pela empresa.

No consolidado global, a companhia reportou US$ 7,6 bilhões em receita anual, o maior nível já registrado.

O lucro líquido atribuível aos acionistas foi de US$ 351,9 milhões em 2025, praticamente estável em relação ao ano anterior.

Quarto trimestre

No quarto trimestre, a empresa registrou receita de R$ 14,3 bilhões.

O EBIT ajustado atingiu R$ 1,2 bilhão, com margem de 8,7%.

Apesar do crescimento operacional, o lucro líquido ajustado foi de US$ 153,2 milhões no quarto trimestre, inferior aos US$ 173 milhões registrados um ano antes.

As tarifas de importação dos Estados Unidos tiveram impacto de US$ 27 milhões no trimestre, equivalente a 102 pontos-base na margem operacional. No acumulado de 2025, o efeito chegou a US$ 54 milhões.

O fluxo de caixa livre ajustado, excluindo a unidade Eve, foi de R$ 4 bilhões no trimestre e de R$ 2,3 bilhões no acumulado do ano, resultado associado ao maior volume de aeronaves entregues.

A companhia encerrou 2025 com posição de caixa líquida de R$ 601 milhões, sem considerar a Eve.

A estratégia de gestão de passivos ampliou o prazo médio de vencimento da dívida de 3,7 anos no quarto trimestre de 2024 para 9,1 anos no quarto trimestre de 2025.

Entregas e carteira de pedidos

No período, a Embraer entregou 91 aeronaves.

No acumulado de 2025, as entregas totalizaram 244 aeronaves, alta de 18% frente às 206 unidades entregues em 2024.

A carteira de pedidos firmes alcançou US$ 31,6 bilhões no quarto trimestre, o maior valor já registrado pela companhia e mais de 20% acima do observado um ano antes.

Na Aviação Comercial, o índice book-to-bill atingiu 2,8 vezes nas plataformas E175 e E2, enquanto a carteira de encomendas do segmento cresceu 42% na comparação anual.

Projeções para 2026

Para 2026, a Embraer projeta entregar entre 80 e 85 aeronaves na Aviação Comercial e entre 160 e 170 aeronaves na Aviação Executiva.

Na perspectiva financeira, a empresa estima receita entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões e margem EBIT ajustada entre 8,7% e 9,3%, considerando tarifas de importação dos EUA de 10%.

A companhia também projeta fluxo de caixa livre ajustado, sem Eve, de US$ 200 milhões ou mais ao longo do ano.

A Embraer (EMBR3) registrou receita recorde de R$ 41,9 bilhões em 2025, alta de 18% em relação ao ano anterior e acima do limite superior das projeções da companhia.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelos segmentos de Defesa & Segurança e Aviação Executiva, que avançaram 36% e 24% no período, respectivamente.

O EBIT ajustado somou R$ 3,6 bilhões, com margem de 8,6%, também acima das estimativas divulgadas pela empresa.

No consolidado global, a companhia reportou US$ 7,6 bilhões em receita anual, o maior nível já registrado.

O lucro líquido atribuível aos acionistas foi de US$ 351,9 milhões em 2025, praticamente estável em relação ao ano anterior.

Quarto trimestre

No quarto trimestre, a empresa registrou receita de R$ 14,3 bilhões.

O EBIT ajustado atingiu R$ 1,2 bilhão, com margem de 8,7%.

Apesar do crescimento operacional, o lucro líquido atribuível aos acionistas no trimestre caiu para US$ 83,3 milhões, abaixo dos US$ 45,6 milhões registrados no mesmo período de 2024, considerando efeitos contábeis e itens extraordinários.

Já o lucro líquido ajustado foi de US$ 153,2 milhões no quarto trimestre, inferior aos US$ 173 milhões registrados um ano antes.

As tarifas de importação dos Estados Unidos tiveram impacto de US$ 27 milhões no trimestre, equivalente a 102 pontos-base na margem operacional. No acumulado de 2025, o efeito chegou a US$ 54 milhões.

O fluxo de caixa livre ajustado, excluindo a unidade Eve, foi de R$ 4 bilhões no trimestre e de R$ 2,3 bilhões no acumulado do ano, resultado associado ao maior volume de aeronaves entregues.

A companhia encerrou 2025 com posição de caixa líquida de R$ 601 milhões, sem considerar a Eve.

A estratégia de gestão de passivos ampliou o prazo médio de vencimento da dívida de 3,7 anos no quarto trimestre de 2024 para 9,1 anos no quarto trimestre de 2025.

Entregas e carteira de pedidos

No período, a Embraer entregou 91 aeronaves.

No acumulado de 2025, as entregas totalizaram 244 aeronaves, alta de 18% frente às 206 unidades entregues em 2024.

A carteira de pedidos firmes alcançou US$ 31,6 bilhões no quarto trimestre, o maior valor já registrado pela companhia e mais de 20% acima do observado um ano antes.

Na Aviação Comercial, o índice book-to-bill atingiu 2,8 vezes nas plataformas E175 e E2, enquanto a carteira de encomendas do segmento cresceu 42% na comparação anual.

Projeções para 2026

Para 2026, a Embraer projeta entregar entre 80 e 85 aeronaves na Aviação Comercial e entre 160 e 170 aeronaves na Aviação Executiva.

Na perspectiva financeira, a empresa estima receita entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões e margem EBIT ajustada entre 8,7% e 9,3%, considerando tarifas de importação dos EUA de 10%.

A companhia também projeta fluxo de caixa livre ajustado, sem Eve, de US$ 200 milhões ou mais ao longo do ano.

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