Alta do minério de ferro, Fed no radar e o que mais move o mercado

Bolsas de valores iniciam semana em alta, com expectativas de que ritmo de alta de juros não acelere nos EUA
Mineração na mina S11D, da Vale: minério de ferro fecha em alta na China (Germano Lüders/Exame)
Mineração na mina S11D, da Vale: minério de ferro fecha em alta na China (Germano Lüders/Exame)
Guilherme Guilherme
Guilherme Guilherme

Publicado em 25/07/2022 às 07:34.

Última atualização em 25/07/2022 às 07:46.

Os principais indicadores do mercado internacional indicam maior apetite ao risco neste início de semana, com investidores à espera de mais uma alta de juros nos Estados Unidos. Bolsas de valores operam em alta no Ocidente, enquanto o dólar recua.

Expectativas cada vez maiores de que o Federal Reserve (Fed) repita a elevação de 0,75 ponto percentual (em vez de acelerar para 1 p.p.) na quarta-feira, 27, contribuem com bom humor. Se confirmada, a alta de juros irá levar a taxa de referência do Fed para o intervalo entre 2,25% e 2,50%. Mas preocupações sobre uma possível recessão na maior economia do mundo seguem presentes no mercado.

A inversão da curva de juros americana, com títulos de curto prazo pagando mais que os de longo, chega a vinte dias nesta segunda-feira, 25. Mas o fenômeno não tem se restringido à renda fixa dos Estados Unidos. Segundo o Financial Times, grandes bancos da China já oferecem menores taxas de juros em depósitos de curto prazo que de longo prazo.

Apesar dos sinais de desaceleração da economia chinesa, planos do governo para acelerar a economia local seguem no radar de investidores. Nesta madrugada, perspectivas de forte recuperação da China no terceiro trimestre impulsionaram a valorização do minério de ferro, de acordo com a Reuters.

A valorização da commodity, que chegou a saltar 9%, tende a beneficiar o Ibovespa, dada a participação da Vale no índice. As ADRs da mineradora sobem mais de 1% no pré-mercado americano nesta manhã.

O petróleo, por outro lado, segue cambaleante, abaixo de US$ 100. O barril era negociado acima de US$ 105 na semana passada, mas se desvalorizou, com dados de estoques de gasolina americanos acima do esperado e temores sobre os efeitos das altas de juros globais na demanda.

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Desempenho dos indicadores às 7h30 (de Brasília):

  • Dow Jones futuro (Nova York): + 0,48%
  • S&P 500 futuro (Nova York): + 0,49%
  • Nasdaq futuro (Nova York): + 0,50%
  • FTSE 100 (Londres): + 0,35%
  • DAX (Frankfurt): + 0,27%
  • CAC 40 (Paris): + 0,46%
  • Hang Seng (Hong Kong): + 0,97%
  • Shangai Composite (Xangai): + 0,60%
  • Nikkei 225 (Tóquio): - 0,77%

Temporada de balanços no Brasil

No mercado local, investidores e analistas se preparam para uma semana intensa. Além da decisão do Fed, com efeitos na economia do mundo inteiro, as atenções também estarão com os resultados de algumas das principais empresas do país. Entre os balanços mais aguardados da semana estão os da Vale, Petrobras, Santander e Ambev, previstos para quinta-feira, 28.